<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167</id><updated>2012-02-16T04:08:22.895-08:00</updated><category term='E'/><title type='text'>sobarte</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1287573986569706949</id><published>2010-12-17T12:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T12:19:26.885-08:00</updated><title type='text'>Serrão é premiado em salão no RJ</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TQvEW5heqWI/AAAAAAAAAqk/h4P5ldR-pXA/s1600/forr%25C3%25B30202.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551746863341676898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TQvEW5heqWI/AAAAAAAAAqk/h4P5ldR-pXA/s320/forr%25C3%25B30202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;trabalho premiado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, durante as comemorações de seu aniversário, abriu suas dependências para renomados artistas. No decorrer do ano letivo, os corredores e salas da ECEMAR são tomados por trabalhos científicos voltados para a política e a estratégia, bem como o preparo e o emprego da FAB. Enriquecendo toda essa esfera específica, uma vez ao ano, os militares que compõem a Guarnição dos Afonsos são inundados pela beleza das artes plásticas presentes no Salão de Artes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A exposição, que já está em sua 20ª edição, contou com a participação de 59 artistas, que brindaram o evento com 123 obras repletas de talento, sensibilidade, inteligência e beleza. O Salão de Artes da ECEMAR já possui sua própria história. Surgiu da idéia de um entusiasta das artes, o Coronel Aviador Ubirajara Carvalho da Cruz, ao organizar uma exposição, nos anos 80, com as obras dos alunos da Escola. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O evento chamava-se “Pratas da Casa”. Em 1991, a exposição passa a se chamar “Salão das Artes Plásticas – Pratas da Casa” e a partir de 1995 foi aberta à participação de toda a sociedade, fazendo com que hoje abrigue artistas de diversas técnicas e tendências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O evento teve seu encerramento no último dia 25, sendo contemplados os artistas que tiveram suas obras analisadas pela comissão julgadora no dia anterior, nas seguintes categorias:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Premiação Geral: primeiro lugar para Edson Alcides de Góis, pela obra “Apoio Odontológico na II Guerra na Itália”; segundo lugar para Gabriel Vieira, pela obra Homem Pequeno, Touro Pequeno”, com a técnica xilogravura; e terceiro lugar para J. Fernandez, pela obra “A Pata Choca e Seus Patinhos”, com a técnica aquarela mista.Menção Honrosa: para Tânia Morgado, pela obra “Romântico”; para Vera Ferro, pela obra “A Rainha” e para Arlindo Machado, pela obra “Santa Teresa”, todas com a técnica óleo sobre tela.Menção Especial: para Lucia Perissé, pela obra “Abstração”, com a técnica acrílica sobre tela; para Rita Abraão, pela obra “A Partida”, com a técnica Aquarela e para Raf, pela obra “Cardoso Moreira – 1930”, com a técnica óleo sobre tela.Prêmio Jovem Artista: para Rafael Alves, pela obra “Quebra-Mar”, com a técnica acrílica sobre tela.Prêmio Voto Popular: para &lt;span style="color:#009900;"&gt;Flanklim Serrão&lt;/span&gt;, pela obra “Bar do Beco”, com a técnica acrílica sobre tela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Neste concurso de pintura eu sempre participo...Sinceramente está cada vez melhor. Desde o início venho acompanhando e... cada quadro mais lindo do que o outro.” J. Fernandez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: UNIFA &lt;a href="http://www.aviacaonoticias.com/2010/03/ecemar-expoe-obras-de-arte.html"&gt;http://www.aviacaonoticias.com/2010/03/ecemar-expoe-obras-de-arte.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1287573986569706949?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1287573986569706949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1287573986569706949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1287573986569706949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1287573986569706949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2010/12/ecemar-expoe-obras-de-arte.html' title='Serrão é premiado em salão no RJ'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TQvEW5heqWI/AAAAAAAAAqk/h4P5ldR-pXA/s72-c/forr%25C3%25B30202.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1282275111763428108</id><published>2010-12-07T03:48:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T04:02:28.714-08:00</updated><title type='text'>Prefeita do PV em Natal bate recorde de rejeição</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TP4iO6TFB9I/AAAAAAAAAqc/2CqmsKd6dKo/s1600/micarla-de-souza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547909430529820626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TP4iO6TFB9I/AAAAAAAAAqc/2CqmsKd6dKo/s320/micarla-de-souza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Com 77,6% de desaprovação, prefeita de Natal tenta sobreviver no poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 13,3% dos natalenses aprovam a administração da prefeita Micarla&lt;br /&gt;Neste mês a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) fará (mais) uma nova reforma do seu secretariado. Em janeiro sua gestão completará dois anos e, ao longo desse tempo, 25 secretários já foram substituídos. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra (PV), está otimista com as mudanças e promete uma “guinada na gestão”. Até o perfil ideológico da administração vai entrar na cota. Antes de direita, sob a estreita aliança com o DEM do senador José Agripino, Micarla procurará agora se aproximar das legendas ditas de esquerda. Partidos como PCdoB já foram sondados e, com uma espécie de carta convite nas mãos, o secretário dita: “quem vier, será bem vindo”. Mas quem quer?A administração de Micarla de Sousa é desaprovada por 77,6% da população de Natal. Os dados divulgados recentemente pelo instituto Consult traduz em números o sentimento da população potiguar. Enquanto muitas gestões iniciam nesta época do ano apoios que no futuro possam dar suporte a uma reeleição, na administração de Micarla a preocupação é em conseguir concluir o governo. Na pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Natal, Micarla aparece empatada com o sétimo colocado. Nem a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius (PSDB), com tantas denúncias de corrupção no currículo, aparecia tão mal nas sondagens eleitorais. Um vexame para quem tem o poder nas mãos.Micarla de Sousa inventou de entrar para a política em 2004, quando a então governadora Wilma de Faria (PSB) lhe convidou para compor como vice-prefeita a chapa pela reeleição do prefeito Carlos Eduardo Alves. A estratégia de Wilma era meramente midiática; Micarla apresentava na emissora de sua família, a TV Ponta Negra (filiada do SBT), um programa jornalístico de bastante audiência na cidade, o “Jornal do Dia”. Assim, neutralizava a força política do candidato e também apresentador de tevê Luiz Almir. Venceram de forma apertada a eleição e, dois anos depois, Micarla seguia carreira solo ao tentar uma vaga na Assembléia Legislativa. O blá blá blá na TV Ponta Negra lhe possibilitou pleno êxito nas urnas, sendo uma das mais bem votadas na época. Seu apoio a Carlos Eduardo ruíra, visto que a deputada estadual já mirava os olhos para a Prefeitura. Em 2008 lá estava ela, apresentando o programa “60 Minutos”, prometendo mundos e fundos para a Cidade, bajulando aliados e destilando ferrenhas críticas a Carlos Eduardo e sua candidata à sucessão, Fátima Bezerra (PT). Era um despudorado uso de uma concessão pública a serviço próprio. A maioria da população acreditou e consagrou Micarla de Sousa Prefeita de Natal no primeiro turno com 50,8% dos votos.A vitória foi um marco para o Partido Verde. Falava-se que houvera um “divisor de águas”, visto que Natal era a única capital em que o PV conquistara uma Prefeitura. Meses depois, em entrevista ao Estadão, o presidente do partido José Luiz Penna dissera que Micarla era uma das cotadas para concorrer a Presidência. A prefeita de Natal seria um plano B caso Marina Silva recusasse a proposta dos verdes.Com metade da gestão cumprida, o saldo para Natal é devastador e justifica o altíssimo descrédito da população com Micarla de Sousa. A saúde, por exemplo, já está em seu terceiro secretário. Uma média de mudança praticamente a cada seis meses. Há 17 anos servindo ao município, a enfermeira Jussara de Paiva Nunes revela que a atual situação da saúde é “grave” e que nos postos de saúde da capital do Rio Grande do Norte faltam até produtos de limpeza. “Há uma total desvalorização na saúde. Nós nunca tivemos atenção, mas nessa última gestão a situação é mais grave. As condições de trabalho são péssimas, faltam de tudo, desde produtos de limpeza, a medicamentos e profissionais”.A administração do dinheiro público também é ineficiente. Em setembro e novembro a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) – responsável pelos cadastramentos do Bolsa Família – teve a luz cortada por falta de pagamento. Pelo mesmo motivo postos de saúde ficaram sem telefone e internet, prejudicando a marcação de consultas. Os pacientes, quando tinham dinheiro e desejavam marcar os atendimentos médicos, se encaminhavam para uma lan house mais próxima do posto. Sem dinheiro, muitos voltavam para casa sem a consulta marcada. Prédios de diversas secretarias estão com pagamentos de alugueis atrasados, entre eles, o da Secretaria de Saúde e Educação. Com dívidas de mais de R$ 20 milhões com as empresas de coleta, o lixo se acumula em diversos locais, atraindo moscas, baratas e muito mau cheiro numa Cidade que é destino turístico para milhares de brasileiros e estrangeiros.Nas eleições deste ano Micarla foi ignorada pelos aliados. O senador re-eleito José Agripino (DEM) e a governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) fizeram muitas caminhadas e carreatas em Natal, mas, em nenhuma delas, a prefeita da cidade foi convidada. A então presidenciável e colega de partido Marina Silva (PV), quando esteve em Natal, não se furtou em convidar Micarla para realizar uma caminhada no centro da Cidade. Ao estender as mãos para cumprimentar os eleitores, muitos se recusaram a atender a gentileza da ex-ministra do Meio Ambiente. Ainda em campanha pela Cidade, Marina concedeu palestra em um auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e foi obrigada a passar pelo constrangimento de ouvir Micarla de Sousa ser vaiada pelas centenas de pessoas presentes. No segundo turno Micarla apoiou Dilma Roussef, o que causou o rompimento da aliança com José Agripino. Abandonando o navio antes do naufrágio, a verdade é que o democrata esperava qualquer motivo para encerrar o apoio com a prefeita. Já se encontra entre seus planos o lançamento da candidatura do seu filho, o deputado federal Felipe Maia (DEM), para a Prefeitura de Natal.Para tornar a situação de Micarla de Sousa ainda mais delicada, corre na internet um abaixo assinado que pede o seu impeachment. A lista já conta com mais de 1,7 mil nomes, entre os assinantes, vários comentários ácidos e em tons de desabafo: “Nossa cidade está um caos”; “É necessário mudar urgente antes que não reste nada na Prefeitura. A insatisfação é geral”; “Micarla, você é o câncer de Natal”; “Desde que Micarla assumiu a passagem de ônibus não para de subir. Eu não aguento mais”; “Micarla está sucateando a saúde. A população chega para ser atendida nos postos de saúde e não tem atendimento”; “Sou funcionária de contrato temporário da Prefeitura via Semtas e nossos salários atrasam muito. No mês passado atrasou 20 dias. O lanche dos grupos dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) está faltando. Então, diante de tanto descaso, acredito que a prefeita deva ser exonerada de seu cargo”.Na Câmara dos Vereadores de Natal Micarla de Sousa tem a maioria. Dos 21 vereadores da Cidade, 13 vão apoiar a prefeita em 2011. Este número já foi bem maior. No início do mandato, 17 vereadores faziam parte da bancada de Micarla. Com uma oposição ainda minoria, o vereador George Câmara (PCdoB) não acredita no impeachment da prefeita. Além do mais, para ele, os motivos para abrir um processo de impedimento ainda são “subjetivos”. “A gestão é uma catástrofe e o desgaste que Micarla sofre, mesmo em tão pouco tempo de governo, é grande. Mas os motivos para a abertura do processo são subjetivos. Para tal seria necessário, por exemplo, uma denúncia de corrupção”, esclarece.Enquanto isso a Prefeitura de Natal vai tentando sobreviver. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra, em entrevista ao Diário de Natal, culpou o Governo Lula (PT) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) pela má avaliação da Prefeitura. “Faltou o apoio que Natal tanto precisou do Governo do Estado, no ano de 2009 e 2010. Tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal. Isso evidentemente trouxe uma dificuldade cada vez maior para a gestão.” Com o apoio a Dilma Roussef, o secretário está otimista com a vinda de recursos para Natal: “Com relação ao Governo Federal, a prefeita Micarla já começou a ser tratada como aliada. Ela aprovou R$ 180 milhões em recursos federais, que virão para várias obras e investimentos. Temos a perspectiva de muito mais recursos para o início de 2011.”A principal liderança do PT no Rio Grande do Norte, a deputada federal Fátima Bezerra, rebateu as críticas de Kalazans: “O acesso de Natal ou qualquer outra cidade ao Governo Federal vai depender da capacidade de gestão e bons projetos. O Governo Federal está fazendo sua parte. Esperamos que a Prefeitura faça a dela.”&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/rn/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;www.vermelho.org.br/rn/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1282275111763428108?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1282275111763428108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1282275111763428108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1282275111763428108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1282275111763428108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2010/12/prefeita-do-pv-em-natal-bate-recorde-de.html' title='Prefeita do PV em Natal bate recorde de rejeição'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TP4iO6TFB9I/AAAAAAAAAqc/2CqmsKd6dKo/s72-c/micarla-de-souza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-7044120273243674655</id><published>2010-12-03T03:53:00.002-08:00</published><updated>2010-12-03T03:54:29.293-08:00</updated><title type='text'>revista palombra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TPjaUzGxAtI/AAAAAAAAAqM/5HRdv1Bs-bE/s1600/luis-camara-cascudo-descobridores1%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546422991957590738" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TOUzZigHqkI/AAAAAAAAAqE/0xezEond_c0/s320/presidente%2Btitirica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-96607261786831632?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/96607261786831632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=96607261786831632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/96607261786831632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/96607261786831632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2010/11/abestaduuuuuuuuu.html' title='abestaduuuuuuuuu!'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/TOUzZigHqkI/AAAAAAAAAqE/0xezEond_c0/s72-c/presidente%2Btitirica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4354907787017572049</id><published>2010-01-28T06:51:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T07:18:25.750-08:00</updated><title type='text'>o escultor sem salão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/S2Gk6C_bVrI/AAAAAAAAApA/MEnr_ctcjfo/s1600-h/BRECHE~2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431803942727800498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/S2Gk6C_bVrI/AAAAAAAAApA/MEnr_ctcjfo/s320/BRECHE~2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A moça presidente se levantou de sua cadeira e bastou três passos para alcançar o nariz do escultor Enodo. Com o dedo em riste apontado para ele, vociferou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Se você quiser tentar assim mesmo, corre o risco de não se classificar. A comissão julgadora pode não aprovar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enodo alves era um escultor apaixonado. Sua escultura transcendia a média. Esculpia como os grandes escultores do passado. Era especializado em anjos. Como um verdadeiro artista, sobrevivia do seu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de algum tempo, humilhado pela moça, Enodo pensou um pouco e viu que ali não era seu lugar. Viu também que a reação da moça foi repreendida por todos da sala que saíram em silêncio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enodo não costumava participar de salões de artes. Como era profissional, gastava seu tempo trabalhando. Nunca tinha tempo para exposições, nem para salões de artes. É claro que com 20 anos de carreira, tinha um forte currículo. Era um nome conhecido na cidade e por que não usar sua influência para promover, participar e colaborar com o único salão da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo de início ficou surpreso com o regulamento. Muito sofisticado para uma cidade sem muitos artistas. Um regulamento digno de uma bienal internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito burocrático, parecia um edital que exigia do artista mais que documentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigia um projeto. O artista tinha que "explicar sua obra" e produzir pequenos textos falando sobre a técnica e o material de seu trabalho.&lt;br /&gt;O novo empreendimento exigiria uma dose de logística para superar seus tijolos burocráticos. Tempo e uma razoável soma em dinheiro seriam empregados por Enodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas cópias de um portfólio colorido. E que danado é um portifólio? Pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ele que costumava andar com as fotos de seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cópias da identidade, CPF, número da carteira de motorista.Comprovante de residência, PIS PASEP, número da conta no banco (só poderia ser do Banco do Funil) e assim prosseguia o desfile: Fotos 20 x 30 cm das obras, duas de cada, ângulos diferentes, coloridas. Por que uma escultura de cimento tem que ter a foto colorida? Questionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo era curto. O edital saiu com 30 dias de antecedência, um tempo difícil para um artista produzir uma obra digna de um salão. Então Enodo levou o que tinha em casa. Um anjo de espada na mão, um São Jorge e um esqueleto de metal do próximo anjo. Eram duas peças de respeito e um esboço, que por si, respondia bem como estética artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após vencer todas as etapas burocráticas, ele resolveu fazer sua inscrição no concurso. Chegou cedo na fundação de arte da cidade, era o último dia de inscrição e somente 20 artistas apareceram, uma péssima notícia. Mas, mesmo assim não se deixou abater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abriu a porta foi reconhecido por todos. Velhas figuras, personagens das artes da cidade descansavam suas nádegas em silenciosas poltronas sob um frio glacial dos aparelhos de ar condicionado, novos em folha.&lt;br /&gt;Depois de ter suas documentações analisada, a primeira censura sussurrou de boca em boca até ser democratizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Enodo, você não pode inscrever essas peças por que são duas esculturas e um objeto. Ou você inscreve três esculturas ou três objetos. Ta no regulamento. Tem mais, mesmo se inscrevendo em duas categorias, você só concorre em uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enodo estático diante de tanta informação. Mesmo assim retrucou gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então inscreva somente as duas esculturas, eu abro mão de uma vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez a censura se fez presente, desta vez veio da voz da moça. No canto da sala, numa poltrona maior que as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pode, você só pode se inscrever com as três, você tem que fazer a composição correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não tenho uma terceira peça, quero inscrever somente duas. Insistia Enodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai chegou a censura final. A um palmo de sua venta a moça falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se você quiser tentar assim, corre o risco de não se classificar. A comissão julgadora pode não aprovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O volume de argumentos negativos deixava a sala sombria e uma parede de tijolos escuros substituía o oxigênio da sala. Não deu, era a hora de recolher a papelada e ir em boa hora. afinal de contas, tinha um anjo em casa esperando por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4354907787017572049?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4354907787017572049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4354907787017572049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4354907787017572049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4354907787017572049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2010/01/o-salao-e-o-escultor.html' title='o escultor sem salão'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/S2Gk6C_bVrI/AAAAAAAAApA/MEnr_ctcjfo/s72-c/BRECHE~2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-2201120193973195964</id><published>2009-10-08T06:52:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T07:34:28.775-07:00</updated><title type='text'>A Cidade que vivia do passado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Ss3yVH-h4qI/AAAAAAAAAnY/xmwxG5Y3qiE/s1600-h/largo-cidade-alta-natal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390230773764842146" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Ss3yVH-h4qI/AAAAAAAAAnY/xmwxG5Y3qiE/s320/largo-cidade-alta-natal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;De repente se deu conta que no céu da Cidade não corria aviões. Helicópteros, outros artefatos modernos não existiam em sua paisagem. Porém, podia sentir o cheiro fresco da argamassa que fazia centenas de novos prédios. E embora a modernidade já insinuada em suas ruas, tinha sensação de estar caminhando sobre uma bela paisagem. Podia sentir o cheiro do mar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Inácio de Boiota era um grande artista de renome internacional. Paulista, tinha conquistado o mundo. No seu currículo, nada menos que várias exposições no circuito obrigatório das artes contemporâneas: Fez a Kusthalle de Bâle, os museus de Grenoble e Chicago, o Beaubourg, o MOCA de Loa Angeles. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sua obra: “o espirro do catarro” faz parte da Ludwing Collection. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Boiota é amigo de Téo Babelli (um megainvestidor) e teve um caso com a ex namorada do pintor Jackson Mollock. Apesar de todo esse currículo, estava enfadado de Nova York e gostou de uma cidade que viu através de um folder de promoção turística. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Estava em tempo de se aposentar. Curtir o resto de sua vida, gastar os milhões de dólares que tinha acumulado vendendo bandas de tijolos, esculturas de fumaça, telas em branco, etc...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Boiota desembarcou na Cidade para fazer uma revolução nas artes. Logo de início foi um paparico só. Não se falava em outra coisa. O único jornal da cidade, a tribuna da notícia, publicava na capa e no seu suplemento de cultura o “Tudo” infinitas matérias sobre Inácio de Boiota.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mas isso foi só no começo. Passado alguns meses, tudo voltou à normalidade. Ele compreendeu bem, achou até exagerado aquele paparico todo. Pensou em conhecer os artistas do novo lugar.&lt;br /&gt;Logo notou que não tinha artistas ali, pelo menos nas páginas das revistas e jornais, nunca leu. Vez por outra, um, ou outro acidente, aparecia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Nos cadernos de cultura da Cidade, só se falava no passado. Eram matérias sobre a primeira ponte, o primeiro cinema, a primeira rapariga, o primeiro cabaré, o primeiro aviador. Era uma cidade que vivia do passado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;As revistas também seguiam a mesma regra editorial. Os suplementos oficiais, também. Até as publicações independentes, dos poetas, só falavam no passado. E até os muito poucos, ditos de vanguarda, também, só falavam do passado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;As revistas especializadas, de gastronomia, por exemplo, só falavam dos restaurantes do passado e dos pratos tradicionais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Na Cidade, o presente não existia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Soube que a cidade era berço de um grande folclorista, historiador e poeta brasileiro. Seria isso a causa de tamanha insanidade? Assim sendo, Era uma coisa sem volta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;“Onde eu fui me meter”, pensou Inácio. “Essa cidade morreu no tempo, não tem presente, portanto não tem futuro. E no futuro, não vai ter nem passado”. Ele deu um suspiro forte, puxou o ar com toda a força de seus pulmões sexagenários, viu que valia a pena uma última tentativa, ar como aquele nem o de Paris que costumava engarrafar e vender em suas exposições. Foi à luta, denovo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Na Cidade tinha nove Shopping Center, e somente um jornal. Todo mundo era poeta, jornalista e historiador, mas nenhum museu de artes plásticas existia, nem de arte nenhuma, aliás, nem museu tinha. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Na cidade não podia fumar, nem sentar nas calçadas e nem falar dos artistas do momento.&lt;br /&gt;Inácio começou a circular nos bares, na vida noturna, na underground em busca de artistas, que num contexto deste só poderiam estar marginalizados. Não encontrou nada. Chegou a conclusão que não tinha arte ali naquela cidade. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Milhares, centenas de folders, cartazes, panfletos chegavam até a mão de Inácio. Quando ia aos eventos, voltava puto com que via. Era a cidade do passado e do cartaz. “O que mais falta eu descobrir?”&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Logo, o pesadelo de um mundo sem arte começou a habitar a casa de Boiota. Sua paranoia galopava galopes de um mustang, deixou de ver o noticiário da TV, os blogs da internet, tudo lembrava a Cidade do passado. O mundo sem arte. Ele acabou esquecendo quem era, o que foi. A última vez que foi visto, estava sobre uma jangada, numa praia nativa, distante, lançando uma tarrafa na areia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-2201120193973195964?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/2201120193973195964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=2201120193973195964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2201120193973195964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2201120193973195964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/10/cidade-que-vivia-do-passado.html' title='A Cidade que vivia do passado'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Ss3yVH-h4qI/AAAAAAAAAnY/xmwxG5Y3qiE/s72-c/largo-cidade-alta-natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1108526620847262732</id><published>2009-09-24T15:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T15:48:08.436-07:00</updated><title type='text'>O cantor das multidões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Srv3BxEF7XI/AAAAAAAAAnI/pYGb0mx-CDU/s1600-h/Galaxie(10).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385169389173992818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Srv3BxEF7XI/AAAAAAAAAnI/pYGb0mx-CDU/s320/Galaxie(10).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Enquanto Toni Alves olhava fixamente a mesa lustrosa, seus olhos não acreditavam no que acabara de testemunhar. O óleo de suas mãos, o suor frio que descia por entre seus dedos, deixava uma marca no brilho. Ele viu o silêncio na sala, a mancha na mesa e pensou: Era hora de partir. Sua cabeça baixa o conduziu até a saída. Seria a sua última vez numa sala de uma grande gravadora multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni Alves foi um dos maiores artistas de sua geração. Cantor, compositor, músico, poeta. Aprendeu a tocar violão aos dez anos. Seu pai era uma estrela do grupo vocal: Os Potiguaras. Desde cedo vivia no universo das serestas e do rádio. Ouvia música o dia inteiro e sua voz, quando adulto, parecia a voz de um trovão. Uma voz nunca ouvida antes no Brasil. Com todo esse arsenal, foi o rei do swing, do funk, do soul. Foi o criador do “Forró Jazz“. Uma estrela. Como poucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois que desceu as escadas foi que Toni Alves ergueu a cabeça. Sentiu um pouco de estima. Tinha certeza do seu talento, “que se danem todos. Vou criar meu próprio selo independente. Vou gravar meus próprios discos”.Pensava. Caminhou apressadamente, como quem acabou de descobrir a pólvora, abriu a porta do seu Galaxie preto e acelerou Rumo à farra. Mulheres, whisky, pó e , só para não perder o hábito, cannabis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni cheirava, fumava e bebia como um camelo. Era uma noite feliz. Saiu da boate, entregou a chave do carro para as meninas, sentou no banco de trás para apertar um baseado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pé na tábua meninas, até o gás acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da farra ele não esquecia o marqueteiro, vez ou outra, como num flash beck, a cena surgia em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à mesa de madeira, caprichosamente engraxada com lustra móveis, o diretor da gravadora RRS revelava que a verba para seu disco estava toda aplicada, logo, não seria possível dinheiro para os shows de divulgação do disco. Toni soube ainda que haviam contratado um marqueteiro. Um bicho estranho naquele tempo. Quando Toni soube que o marqueteiro era o responsável pela divulgação do disco e que gastaria todo dinheiro dos shows de divulgação pagando jabá , ficou uma fera. Magro, alto, elegante, lembrava Henry Fonda, partiu para cima do diretor artístico da RRS e foi firme: “ou fica eu, ou fica ele.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores artistas de sua geração, a voz do Brasil. Um dos maiores recordistas de vendas de discos, o homem que sustentava, que pagava os salários de toda a equipe da gravadora, fora trocado por um marqueteiro, um embusteiro, um vendedor de farsa. Era o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Disco independente de Toni foi um fracasso. Sem o plano de vendas oferecido pelas gravadoras, Toni teve que vender seus discos de mão em mão, em shows, em feiras e evento que participava. A relação tempo, capital, transporte. Tornou seu empreendimento inviável. Seu selo faliu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e seu nome foi atropelado pelos novos sucessos que a mídia fabricava. Os novos talentos se misturavam a novos embustes e a confusão tomou conta da MPB. A vida Ficava cada vez mais difícil para Toni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratos para shows faltavam, seu preço se desvalorizava a cada ano. Sem gravadora, não acontecia. E além do mais, não era mais jovem. E pra completar, a moda agora era trocar os belos cantores com pinta de italianos por bundas com shorts, cada vez mais cavados. Depois de um tempo, biquínis e o torturante fio dental assumiram de vez a capa dos discos. O som foi substituído pela imagem pornográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni empurrou a cara na cachaça, torrava toda sua grana com drogas e mulheres que muitas vezes eram pagas apenas para levá-lo bêbado para o hotel. Começou a vender seus imóveis, logo não tinha mais onde morar. Conseguiu um quartinho nos fundos da casa de sua mãe, voltou para sua cidade de origem, ali, pelo menos, ainda era uma lenda, e sua desgraça seria compartilhada com platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas do bairro não acreditavam no que viam, aquela carne bêbada era Toni Alves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álcool mais imperador do que nunca castigava seu corpo. Feridas, pés inchados indicavam que seus órgãos não mais funcionavam direito. Sua imagem era um mau exemplo para os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luizinho que tocava vilão como ninguém, resolveu se matricular numa escola técnica, agora queria ser engenheiro. Jacinto, outro jovem talento, já tocava na noite em barzinhos e baladas na cidade, abandonou sua carreira e foi trabalhar no posto de gasolina do tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marqueteiro, havia tempo que estava na miséria também. Tentou todo tipo de embuste cultural. Mas até para isso tava difícil. Artista tinha virado um bicho em extinção. Até as bundas cantantes não cativavam mais. Os truques midiáticos estavam todos esgotados, fabricar um sucesso, uma novidade, ficou quase impossível. Quando pensou em inovar, produzir uma boa música, não existiam mais músicos. Quando quis produzir um cantor de verdade, já não existiam mais cantores ou cantoras disponíveis na praça. Tudo que fazia de novo,parecia algo visto antes, em algum filme, ou comercial publicitário. Jornais e agências de publicidades quase não existiam. Ficou difícil trabalhar a arte, num mundo sem arte.&lt;br /&gt;Se no Brasil tava ruim, imaginem em Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três anos que Natal não ouvia um show de música, há dez anos não tinha uma exposição de artes plásticas, e até alçamento de livro de poesia fazia meses que ninguém ouvia falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tribuna da Notícia era o único jornal da cidade. Na primeira página, um chapéu dizia: evento. Embaixo o título, uma frase noiva e a foto de capa inteira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inauguração hoje do Dunas Moveis North Shopping, o maior da América Latina”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto, no final da página, do lado direito da folha, uma notinha: morre o grande cantor potiguar Toni Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franklin serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1108526620847262732?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1108526620847262732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1108526620847262732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1108526620847262732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1108526620847262732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/09/o-cantor-das-multidoes.html' title='O cantor das multidões'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Srv3BxEF7XI/AAAAAAAAAnI/pYGb0mx-CDU/s72-c/Galaxie(10).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6382593533937782390</id><published>2009-08-31T17:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T17:15:59.947-07:00</updated><title type='text'>o dia em que a pedra chorou</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpxnifZZtuI/AAAAAAAAAm4/zowK0SjkUYE/s1600-h/pedradorosario.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376285897414784738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpxnifZZtuI/AAAAAAAAAm4/zowK0SjkUYE/s320/pedradorosario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cliques falavam sozinho naquele silêncio do Potengi. A pedra do Rosário era a única testemunha ali. Mas o poeta perdeu o controle diante de tanta beleza. Começou a recitar sua poesia em alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte nunca foi receita. Pensou o poeta. E recitou mais alto ainda. Como deve fazer os poetas. Era cedo, e o barulho acabou acordando os bandidos da sua memória. Lembrou-se como tudo começou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Valeu a pena. Tudo graças a minha mãe. Pensava o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram apenas 10 degraus da escada para vencer. Alguns metros de solo e lá estava a mesa de Edgar Allan Pôla. A senhora chegou até a mesa negra, pois a mão direita nela, como que se apoiando, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor tem que me ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Allan Pôla era o presidente da associação dos artistas plásticos de Natal. Um ativista cultural. Cuidava de poesia, também. A associação ficava locada no primeiro andar, em prédio histórico. Sua vizinhança era formada por um bar, quase um prolongamento da associação. Era para esticar o expediente da moçada. Poetas, músicos, escritores e artistas plásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela tarde foi atípica, e a visita inusitada. Acostumado a rotina de artistas, produtores culturais, gente do governo. Não se lembrava de algo semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O senhor tem que ajudar. Insistia a senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer os duros degraus da escada, não conseguia expressar outra frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Pôla conhecia quase todos os artistas de Natal. Não imaginava ele que em breve conheceria um dos mais fantásticos de todos. A senhora era sua mãe, e seria, em pouco tempo, a ligação entre esses dois universos inquietos. Allan Pôla e o poeta ensandecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu filho vem me dando muito trabalho seu Allan Pôla. Ele não quer mais estudar, não trabalha, nada consegue animá-lo. Esta me dando muito trabalho. Anda repetindo pelos quatro cantos da casa que é poeta. Então eu vim aqui. quero que o Sr cuide dele. trago ele amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela levou o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontrou selou uma amizade de Vinte e cinco anos entre Allan Pôla e o poeta ensandecido. Que tornou-se um poeta mesmo. Poeta das cores, das idéias. Acima de tudo, inquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente interessou-se por fotografia. Resolveu dar um apoio a outra entidade artística cultural. Essa, de fotógrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidou Allan Pôla, discutiram uma das mais bonitas paisagens da cidade. Resolveram levar a turma da associação de fotógrafos para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos do poeta acordaram mais do que peixes, memórias e caranguejos. Os bandidos mirins da favela ribeirinha, que dormiam naquele momento. Foram se certificar que barulho era aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da aula de campo foi triste. Os bandidos mirins (que no Brasil são protegidos pela Lei) roubaram os equipamentos fotográficos dos alunos e fugiram favela adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio ficou triste, a ponte sozinha, a pedra do rosário tentou pedir desculpas, mas nada aconteceu além do impune. Horas depois, tudo voltou ao normal. Nenhum rastro no local. Somente alguns funcionários da prefeitura, devidamente uniformizados, executavam o velho proselitismo na comunidade. Estavam chumbando um Moloq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;serrão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6382593533937782390?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6382593533937782390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6382593533937782390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6382593533937782390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6382593533937782390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/08/o-dia-em-que-pedra-chorou.html' title='o dia em que a pedra chorou'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpxnifZZtuI/AAAAAAAAAm4/zowK0SjkUYE/s72-c/pedradorosario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-7714211940043687510</id><published>2009-08-31T05:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T09:31:24.211-07:00</updated><title type='text'>A insustentável leveza do cigarro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpvMpQHiVwI/AAAAAAAAAms/ihY4gBLFo2Y/s1600-h/d2f75e13-0e89-4ecb-937c-288171bea693.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376115589270099714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpvMpQHiVwI/AAAAAAAAAms/ihY4gBLFo2Y/s320/d2f75e13-0e89-4ecb-937c-288171bea693.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpvJVDLWyBI/AAAAAAAAAmk/5KZlRSKxgYw/s1600-h/cigarros.bmp"&gt;&lt;/a&gt;A pele de Edgar fedia muito naquela manhã. Ao cheirar seu braço, percebeu o suor. Todo seu corpo transpirava uma catinga insuportável de bicho morto. Ao limpar a remela do olho, viu suas unhas amareladas. Quando escovou a boca, viu que não tinha mais dentes brancos. Era a nicotina das três carteiras de cigarro que ele fumava, todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar era um fumante compulsivo. Vivia sozinho fazia algum tempo. Apesar de uma boa plateia de apartamentos, terrenos e discos de vinil do chiclete com banana, não tinha muitos amigos para compartilhar suas glórias. O cigarro era uma companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo precisa de exibição, de plateia. E algumas pessoas, buscam esse público através do dinheiro. Acumulam e compram imóveis, planos de saúde, máscaras contra gripe. Essas indumentárias são suas plateias . Outras pessoas necessitam de menor público, ou de um único público, sua companheira ou companheiro, filhos, família. Assim como a criança que se amostra para os adultos, o adulto tem que se amostrar para algo. Todo mundo precisa ser amostrado. O ser humano é antes de tudo um amostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela manhã foi decisiva para Edgar. Ele percebeu que estava apodrecendo. Que o fumo tinha levado embora seu ânimo e seus nervos. Resolveu parar de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que ele já tinha tentado antes, parar de fumar. Algumas vezes usou: Acupuntura, adesivos de nicotina, ioga, supositórios, exercícios físicos. Sem sucessos. Toda tentativa de Edgar, contra o cigarro, só atrapalhava o seu prazer de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dessa vez seria diferente. Era a razão que agora falava por Edgar. Ia lutar contra seu próprio corpo. E assim fez. Parou de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para parar de fumar é para de comprar. O segundo é cultivar um bom público de amigos. Para de fumar é mudar de vida. Não é fácil, mas também, impossível não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar arranjou logo uma namorada. Andava pra cima e para baixo contando vantagens. Confessava a todos que seu desempenho sexual aumentara. Como ele mesmo gostava de dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-depois que parei de fumar, ando transando pra caramba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnólia era gaúcha. Uma morena de olhos azuis que Edgar conheceu no Carnatal. Depois de um ano de perseguição, a moça parecia ceder, mais pelo cansaço do que por qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Magnólia tinha de bonita, tinha de burra. Só falava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá. Entende? Mil coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer assunto, quando alguém perguntava a opinião de Magnólia, logo vinha aquele sotaque típico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá. Entende? Mil coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde de sábado, Edgar estava feliz da vida. Tinha vencido o cigarro. Pra mais de dois anos não fumava. E a dois anos se dava bem com sua gaúcha. Bebia e sorria fácil. Numa mesa de amigos, contava piadas, lorotas, mentia que nem um político. Foi numa dessas, depois de uma porrada de cervejas que ele pediu um brinde e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-depois que parei de fumar, andoando transando pra caramba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendeu a todos. Sua retórica eufórica, repentina, roubou a atenção de todo mundo. Todos na mesa ficaram surpresos com sua preciosa informação. Eu falei, todo(a)s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-7714211940043687510?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/7714211940043687510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=7714211940043687510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7714211940043687510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7714211940043687510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/08/insustentavel-leveza-do-cigarro.html' title='A insustentável leveza do cigarro'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SpvMpQHiVwI/AAAAAAAAAms/ihY4gBLFo2Y/s72-c/d2f75e13-0e89-4ecb-937c-288171bea693.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6859887393997845448</id><published>2009-08-16T06:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T06:22:25.956-07:00</updated><title type='text'>A festa de Richards</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SogKBoL6IlI/AAAAAAAAAmM/66F0GNjN0h4/s1600-h/walkerlogo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370553578722828882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SogKBoL6IlI/AAAAAAAAAmM/66F0GNjN0h4/s320/walkerlogo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tudo estava preparado e seria uma festa daquelas. Richards ligou para uma centena de amigos, arrastou os móveis da sala, e no grande circulo que se formou, colocou um pedestal com sua mais nova mobília: Uma banda de tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richards era um homem folgado do bolso. Vivia de seus imóveis e de um cargo de chefia no senado federal. Presente de tio deputado. Bebia pouco. Sua principal diversão era viajar. Era um careta que gostava de viajar para lugares caretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus amigos eram caretas também. Tinham corpos sarados como dos pedreiros, usavam tatuagem, piercing e cabelos assanhados como dos mendigos. Só não tinham o tal emprego em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros começaram a chegar religiosamente as 19 horas. Da zona sul da cidade vinham os Medeiros. Da cidade alta vinha uma loura alta, lembrava uma gaúcha, e seu marido, um baixinho dono de construtora. Serrão e Sandrinha foram os únicos que chegaram de ônibus. Uma cara de cansados, de quem enfrentou uma maratona. O whisky era farto, Johnnie Walker 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Natal é raro um evento social como aquele de Richards. Praticamente não existe colecionadores, com exceção de Plínio Sanderson, Júnio Offset, MarcoBoi e Jácio do sebo. Fora esses, quase não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richads nunca ia a Brasília, inclusive era orientado a nem chegar perto. Não sabia nem que chefia comandava. Apesar disso, o salário pingava todo mês. Nunca trabalhou na vida. Vivia do luxo e suas mãos eram como as de uma moça. Tinha uma vida contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá, resolveu ser colecionador de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre em suas viagens trazia lembranças pra os amigos. Começou assim. Agora colecionava até excentricidades. Foi numa famosa casa de leilões de Londres que Richards comprou o tijolo. E pagou caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um tijolo comum. Nunca tinha recebido reboco antes, nem figurado em algum muro histórico como o muro de Berlim. O mais próximo que chegou de uma modelagem, foi a pancada que recebeu da colher do pedreiro que o partiu em dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na festa, as pessoas procuravam, mas não encontravam a famosa obra de arte que Richardes tinha adquirido para sua coleção. A curiosidade já se fazia presente, a festa de Richards era um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Seria aquele quadro em branco ali na parede? Ou aquele todo azul com a moldura dourada? Falavam alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando Richards resolveu começar o protocolo cerimonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou até o centro da sala, de frente para o pedestal coberto, puxou o lenço que cobria e revelou o sinistro para todos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;logo a censura generalizou-se no ambiente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Blasfêmia gritou um Bêbado arrojado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Rapaz, você pagou uma fortuna por uma banda de tijolo. Imbecil. Gritou puto, o baixinho da construtora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois a razão de Richards voltou. Ele percebeu seu erro e jogou fora a banda tijolo. Ainda que tivesse sido tocado pelo rei Midas, não valeria tanto. Pensava ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tijolo acabou sendo vítima das intempéries naturais. Esfarelou-se. seu pó o vento levou ate o rio Potengi. Seus grãos se misturaram aos grãos da lama do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richards, depois de tentar negociar suas peças, sem sucesso, jogou fora a maioria. Perdeu uma outra parte. Uma escultura feita com sangue congelado derreteu depois de uma falta de energia. Ele tinha comprado até garrafinhas com o ar de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde então, a arte deixou de existir para ele. mas continuou a existir para si. e as coisas são estranhas mesmo, ainda mais quando a lama do rio vira argila. Na mão de um escultor santeiro a massa modelou um cristo, crucificado. O artista levou sua obra até a olaria, cozinhou o barro até ficar com cor de tela. Depois de fria, levou a peça para expor na galeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça pronta, no meio dela, uma imperfeição: um grão escuro, mais cozido que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6859887393997845448?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6859887393997845448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6859887393997845448' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6859887393997845448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6859887393997845448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/08/festa-de-richards.html' title='A festa de Richards'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SogKBoL6IlI/AAAAAAAAAmM/66F0GNjN0h4/s72-c/walkerlogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3220130152039720490</id><published>2009-08-11T14:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T05:37:17.932-07:00</updated><title type='text'>os corredores vazios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SoHjXxF6fTI/AAAAAAAAAls/lY8_bmhHgsg/s1600-h/guernica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368822228256980274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SoHjXxF6fTI/AAAAAAAAAls/lY8_bmhHgsg/s320/guernica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Após caminhar sozinho pelos extensos corredores, ele chegou à sala principal. Lá estava exposta a Guernica, de Pablo Picasso. Diante da tela, o jovem sacou sua arma e pichou com tinta &lt;em&gt;spray&lt;/em&gt;, palavras de ordem sobre ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lies all (Tudo mentira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corredor vazio do MoMa (Modern Museum of Art, New York) foi a única testemunha do desatino. A covardia daquele dia só teve a cumplicidade do vazio, que estava residente no Museu. Um vazio que ficou por muito tempo olhando para Guernica, esperando, junto com ela, os seguranças que nunca chegavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o incidente, Guernica, que é feita de tinta e algodão, ficou mais sozinha ainda. O vazio foi embora. Chegou um vazio inocente que a fez sentir seu corpo sujo, invadido por um câncer que reagia mal com sua química. Olhava para os extensos corredores e se perguntava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por onde andam todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava dos anos de glória, quando era novidade. Valorizada e entendida. Todos os dias, ela facilmente enchia aqueles corredores de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guernica não imaginava o mundo que existia fora daquelas paredes. Como no “mito da caverna” de Platão, aquela sala era, há décadas, tudo que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, o jovem transgressor foi preso. Foi levado para seus minutos de fama. Logo o mundo entendeu que um pequeno gesto para um homem pode ser uma eterna desgraça para a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni Shafrazi era seu nome. Anos depois, tornou-se um grande negociador de arte contemporânea. Há trinta anos, é um dos que dizem o que é ou deixa de ser arte. Há trinta anos, coleciona galerias, museus e pinacotecas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guernica nasceu em 1937 durante a Guerra Civil Espanhola. Nascia sob um protesto, um desabafo contra o bombardeio sofrido pela cidade por aviões alemães, aliados do ditador espanhol Francisco Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pintor espanhol chamado Pablo Ruiz Picasso, algumas sombras e um pincel fresco, molhado de tinta negra e terebintina, que roçava ferozmente seu corpo, concebendo-lhe a existência, eram as lembranças mais significativas de sua gênese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia também que estava longe de sua pátria. Por proteção, pois, por lá, a insanidade reinava absoluta. E isso a tornava uma imagem, um ícone que emocionava as multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não entendia o vazio dos últimos tempos. Estaria, ela, velha? Logo ela que foi feita para ser eterna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que há muito tempo os museus estão vazios. A iconografia que a originou acabou, mudou de lugar. A insanidade venceu. Reina absoluta em todo lugar. No mundo insano, basta uma ação midiática e pronto: o boato vira fato; o fato verdade; a verdade punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Toni, quem sabe, estava motivado pelo boato de que o bombardeio em Guernica nunca existiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, somente, que ele, hoje, é um dos maiores marchands de arte contemporânea do mundo. E que aquela tarde de 1973 no MomA mudou sua vida, a arte, e a segurança dos museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último gesto resgatou um pouco de seu ânimo. Ela saiu da sua caverna nas mãos de pessoas que lembravam as sombras de sua gênese e seu criador. Uma moça, mais jovem de todos, pacientemente vasculhava cada milímetro do seu acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de seu deslocamento, viu um mundo diferente. Feio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia, agora, não voltaria mais para sua sala vazia. As pessoas voltaram. O vazio se foi. Estava a caminho de sua pátria. A caminho de Madri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais viu o jovem de sorriso perverso daquela tarde. Isso alegrava seu humor. E, no fundo de seus pensamentos, sabia que o vazio a ignorava, e que o jovem estava morto para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3220130152039720490?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3220130152039720490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3220130152039720490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3220130152039720490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3220130152039720490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/08/os-corredores-vazios.html' title='os corredores vazios'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SoHjXxF6fTI/AAAAAAAAAls/lY8_bmhHgsg/s72-c/guernica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1910762497676031584</id><published>2009-08-05T07:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T07:25:43.952-07:00</updated><title type='text'>cueca sem dono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SnmVXkPMxdI/AAAAAAAAAlU/49PWUlSoZbU/s1600-h/urinol_Fonte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366484663085614546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SnmVXkPMxdI/AAAAAAAAAlU/49PWUlSoZbU/s320/urinol_Fonte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enquanto todos se divertiam entre bebidas, cigarros e gargalhadas, ele estava sentado no urinol. Uma caganeira, uma dor de barriga danada. Mas isso era, quem sabe, o menor de seus problemas: não tinha papel no banheiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Estou reiado, pensou edgar alan pôla.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dor de barriga sempre chega de surpresa, sem avisar visita. Quando isso ocorre, a patente de banheiro é delegada ao lugar mais próximo. O individuo tem que ser rápido , discreto e rezar para ela ir logo embora. Na boêmia, a maioria dos bares não são apropriados para o assunto. Aí, o improviso e o jeitinho inteligente falam mais alto. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Muitas vezes, nessas horas, a regra geral é descontar na cueca.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Outro dia tinha uma cueca cagada no banheiro do bar de Nazaré. Até hoje ninguém descobriu o dono. edgar alan pôla sabia disso, por isso pensava:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Pronto, meus problemas acabaram.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aí outra cueca cagada foi parida, toda melada, apareceu na noite. Suja, esquecida, num canto de parede do banheiro.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Imediatamente sua presença assumiu identidade e emancipou-se entre as inúmeras conversas da boêmia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Numa hora dessas os poetas não costumam perdoar:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Todo mundo via e sentia, o cheiro da cueca existia. Seu sedimento secou, esfarelou. Mesmo assim, ninguém sabia. De quem era a cueca vadia. versejavam os poetas de plantão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quando a catinga de merda tomou conta do bar. A turma que não ainda não tinha visto a cueca comentava:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Que catinga danada.“É o Rio Potengi”, diziam eles, pra maldizer o Rio. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas a pobre estava viva (ao contrário do rio). Num canto de parede, sem dono, sem mimo, toda cagada. A Geni das galhofas da noite.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Coitada da cueca. Outrora amiga no conforto dos bagulhos, no arrocho dos ovos. Agora era uma excluída. Soutien pra peito mole, cueca pra ovo murcho diziam alguns filósofos bequianos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Todo papudinho sabe que quando o meio de campo aperta, o estômago embrulha, e o banheiro tá sem papel, o jeito é sacrificar a velha cueca de copinho. Explicava a turma do deixa disso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-E aí, quem foi? Perguntavam todos indignados.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os gordinhos de plantão juravam que não eram. Uma gordinha, amiga da oitava série do Colégio Dinâmico, levou a culpa. Mas, por essa eu boto a mão no fogo. Eugênio meio-quilo não apareceu no dia. A companheira Márcia não iria deixar Dunga fazer uma barbaridade daquela. Logo num dia que faltou água na Cidade Alta. Nunca.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Leo, Alex pato rouco e as últimas aventuras no País de Mossoró, era o assunto principal da mesa.Chagas Lourenço arranjou um crachá de jornalista para os dois e eles foram cobrir o encontro de Lula com a Prefeita. Contaram que a Prefeita tomou café sem açúcar. O Presidente Lula então perguntou:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-“A senhora é diabética?”– Não sou Prefeitcha de Mossoró. Respondeu a amiga papangu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Todo mundo ria, menos edgar alan pôla.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Paulo Eduardo falava mal da mãe, Chagas pagava a pensão de sua filha com Fia, Yasmine tomava meladinha de canudinho, Luciano de Almeida matava a saudade do seu Domeque. Tudo tranqüilo. Foi quando Tásia, a garçonete, do seu celular orelhão falou:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- É de edgar , serrão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;serrão&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1910762497676031584?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1910762497676031584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1910762497676031584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1910762497676031584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1910762497676031584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/08/cueca-sem-dono.html' title='cueca sem dono'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SnmVXkPMxdI/AAAAAAAAAlU/49PWUlSoZbU/s72-c/urinol_Fonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-8458593940630078137</id><published>2009-07-18T10:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T10:43:28.540-07:00</updated><title type='text'>van gogh</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SmIJtbCCaAI/AAAAAAAAAi0/MbZc5kcSiJ8/s1600-h/van+gogh.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359857182479378434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SmIJtbCCaAI/AAAAAAAAAi0/MbZc5kcSiJ8/s320/van+gogh.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SmIJWWucfoI/AAAAAAAAAis/tCqP-c5fdvs/s1600-h/Ceica+2+1063.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-8458593940630078137?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/8458593940630078137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=8458593940630078137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/8458593940630078137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/8458593940630078137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/07/van-gogh.html' title='van gogh'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SmIJtbCCaAI/AAAAAAAAAi0/MbZc5kcSiJ8/s72-c/van+gogh.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4549232681055957517</id><published>2009-07-14T06:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T07:16:51.533-07:00</updated><title type='text'>fotos da cachoeira da noiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyS2pJWxaI/AAAAAAAAAik/SHw1BTJfTw4/s1600-h/sandra+119.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358319124119733666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyS2pJWxaI/AAAAAAAAAik/SHw1BTJfTw4/s320/sandra+119.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlySHYwjBsI/AAAAAAAAAic/sDUOqeS4gbI/s1600-h/sandra+127.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358318312266860226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlySHYwjBsI/AAAAAAAAAic/sDUOqeS4gbI/s320/sandra+127.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyRLpSUzUI/AAAAAAAAAiU/JnumuJkTdW0/s1600-h/sandra+126.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358317285911350594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyRLpSUzUI/AAAAAAAAAiU/JnumuJkTdW0/s320/sandra+126.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyQfh8vBII/AAAAAAAAAiM/r1kIyNKb33M/s1600-h/sandra+123.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358316528027501698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyQfh8vBII/AAAAAAAAAiM/r1kIyNKb33M/s320/sandra+123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyP93VhvXI/AAAAAAAAAiE/a-JuRvw6s0k/s1600-h/sandra+118.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358315949653081458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyP93VhvXI/AAAAAAAAAiE/a-JuRvw6s0k/s320/sandra+118.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4549232681055957517?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4549232681055957517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4549232681055957517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4549232681055957517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4549232681055957517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/07/fotos-da-veu-de-noiva.html' title='fotos da cachoeira da noiva'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SlyS2pJWxaI/AAAAAAAAAik/SHw1BTJfTw4/s72-c/sandra+119.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4718508430207003264</id><published>2009-07-13T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T10:53:41.450-07:00</updated><title type='text'>a cachoeira da noiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SluEzIrJZuI/AAAAAAAAAh0/TYKWvTm8hf8/s1600-h/sandra+126.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358022195723986658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SluEzIrJZuI/AAAAAAAAAh0/TYKWvTm8hf8/s320/sandra+126.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi depois do primeiro grito que a menina Lumiar pulou para a segurança do colo materno e tirou seus pés da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você está assustando a menina. Disse Sandrinha em tom de cesura.&lt;br /&gt;-foi mal. Respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-uma piaba acaba de morder, quer me comer ainda vivo. Lá vai ela lá ô. É aquela colorida ali. Apontei e tornei coletivo meu infortúnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Pium, distrito de Nísia Floresta, existe uma cachoeira que aflora somente nos meses de chuva. Um lugar isolado. Poucas casas dividem a geografia com terrenos baldios e casas de gringos. O lugar é tão remoto que tem naturezas sem cercas. Não existe também poluição nem violência. Como numa máquina do tempo, os nativos dormem tranquilos. Suas ruas não tem nome. A água e a luz não tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O isolamento protege uma natureza exuberante. Cada curva de rio, cada sapinho, cada folha seca compõe um quebra cabeça puro. Uma composição. Uma sinfonia. Música para olhos e sentidos. Lugar de muitos caprichos, muita água e poucas garrafas petis. Suas águas, afloradas ou subterrãneas, potáveis,  quase nunca banham o corpo de um nitrato qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais impressionante capricho da natureza no lugar é a Cachoeira da Noiva. Sua queda dágua parece um véu de noiva. Seu barulho, uma festa. Suas águas quentes convidam ao banho. Um cenário que é um luxo, convite a contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta festa, cachoeira e rio, fui mordido por uma piaba. E é da natureza da piaba morder pra saber. Todos ali sabiam disso, inclusive a menina Lumiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube que o faniquito fora causado por uma piabinha, A menina Lumiar perdeu o medo, pôs os pés na água e voltou a nadar. O que ninguém sabia, nem seu pai Zé Carlos, nem sua Mãe Cristiane, era que a menina Lumiar falava o idioma dos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela me disse que você só pinta passarinhos, pinte peixinhos que ela para de morder. Traduziu a menina Lumiar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo, em alto e bom som, o idioma piabês foi intendido por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4718508430207003264?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4718508430207003264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4718508430207003264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4718508430207003264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4718508430207003264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/07/foi-depois-do-primeiro-grito-que-menina.html' title='a cachoeira da noiva'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SluEzIrJZuI/AAAAAAAAAh0/TYKWvTm8hf8/s72-c/sandra+126.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-7995686296933117887</id><published>2009-06-25T07:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T13:34:07.465-07:00</updated><title type='text'>a poesia de Zé da Luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkOMbTaV3WI/AAAAAAAAAhs/4S5EKBIbz2Y/s1600-h/ze.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351275182941396322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkOMbTaV3WI/AAAAAAAAAhs/4S5EKBIbz2Y/s320/ze.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;AS FLÔ DE PUXINANÃ(Paródia de As "Flô de Gerematáia" de Napoleão Menezes)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Três muié ou três irmã,três cachôrra da mulesta,eu vi num dia de festa,no lugar Puxinanã.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A mais véia, a mais ribustaera mermo uma tentação!mimosa flô do sertãoque o povo chamava Ogusta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A segunda, a Guléimina,tinha uns ói qui ô! mardição!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Matava quarqué critãoos oiá déssa minina.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os ói dela pariciaduas istrêla tremendo,se apagando e se acendendoem noite de ventania.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A tercêra, era Maroca.Cum um cóipo muito má feito.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas porém, tinha nos peitodois cuscús de mandioca.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Dois cuscús, qui, prú capricho,quando ela passou pru eu,minhas venta se acendeucum o chêro vindo dos bicho.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eu inté, me atrapaiava,sem sabê das três irmãqui ei vi im Puxinanã,qual era a qui mi agradava.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Inscuiendo a minha cruzprá sair desse imbaraço,desejei, morrê nos braços,da dona dos dois cuscús!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-7995686296933117887?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/7995686296933117887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=7995686296933117887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7995686296933117887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7995686296933117887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/06/poesia-de-ze-da-luz.html' title='a poesia de Zé da Luz'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkOMbTaV3WI/AAAAAAAAAhs/4S5EKBIbz2Y/s72-c/ze.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4183851796370755376</id><published>2009-06-24T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T08:45:09.097-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a title="Link Permanente para QUE FAZER DE MARCEL DUCHAMP? por affonso romano de sant’anna" href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/08/25/que-fazer-de-marcel-duchamp-por-affonso-romano-de-santanna/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;QUE FAZER DE MARCEL DUCHAMP? por affonso romano de sant’anna&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkJJyt_mICI/AAAAAAAAAhU/jjRA-NllU0U/s1600-h/MarcelDuchamp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350920442958192674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkJJyt_mICI/AAAAAAAAAhU/jjRA-NllU0U/s320/MarcelDuchamp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há, pelo menos, duas maneiras de ver essa retrospectiva de Marcel Duchamp no Museu de Arte Moderna de São Paulo. A primeira é com o olhar de 1917. A segunda é com o olhar de 2008. Com o olhar de cem anos atrás ficaremos pasmos e/ou encantados que alguém tenha decretado o fim da arte transformando, paradoxalmente, qualquer objeto cotidiano em peça de museu. Com o olhar de hoje, de quem já atravessou os caminhos e descaminhos da história e da arte no século 20, exercita-se uma visão crítica que ensine a ver o ontem e questionar o agora.&lt;br /&gt;Duchamp tem sido vítima de dois tipos de leitura: a primeira é uma leitura precária, superficial, repetitiva do que vem sendo dito há cem anos. Pura celebração, escrita de endosso, subserviente, intimidada diante da celebridade e da história. A rigor, é uma leitura anti-duchampiana. É´ o que se faz nos cursos de arte e nos manuais. O segundo tipo de leitura que vitimou Duchamp é a hiper interpretação. Aí situam-se grandes ensaístas, tanto Octávio Paz e sua alucinada interpretação do “Grande Vidro” ou Jean Clair que compara Marcel Duchamp a nada mais nada menos que Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;Não seria já hora de fazemos uma revisão crítica da modernocontemporaneidade? Duchamp é peça fundamental neste processo. Contraditoriamente, o dessacralizador foi sacralizado e os que o seguem são paradoxalmente anti-duchampianos. Contudo, a melhor homenagem que se pode fazer a Duchamp é contestá-lo. Não gratuitamente, mas com argumentos e conceitos pertinentes.&lt;br /&gt;O séc. 20 viveu às custas de três contribuições do sec. 19: o marxismo, a psicanálise, a arte moderna. O marxismo entrou em processo de revisão, a psicanálise está sendo reanalisada. Por que temer a revisão da arte moderna? Uma revisão, enfatizo, não com os olhos do sec. 19, mas do sec. 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A COISA AUSENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que estão indo ver a retrospectiva de Duchamp no MAM devem estar sentindo uma certa estranheza. Além de não conseguirem conferir as obras expostas com as teorias e as expectativas que as precedem, estão indo ver uma coisa que não está lá. Existe um vazio, que se explica, porque na arte conceitual, o conceito é mais importante que a obra. Algumas obras são só o conceito. Por essa razão os objetos que lá estão, o urinol, a roda de bicicleta, o vidro pintado, não têm uma singularidade, podem ser substituídos, replicados por outros urinóis, rodas de bicicleta, etc.&lt;br /&gt;Daí decorre que esse tipo de obra não é para ser “vista” mas para ser “pensada”. Portanto, insistir em “ver” tais obras não nos dará a chave do enigma. O enigma só será desvendado se pensarmos os conceitos geradores da obra. Não é à toa que, espertamente, Duchamp era contra a “arte retiniana” e fazia a apologia do ” homem cego”. Uma análise de tal arte deveria centrar-se nos conceitos que a originaram.&lt;br /&gt;Mas surge, então, uma pergunta perturbadora: por que esses conceitos nunca foram examinados? Ou melhor: esses conceitos resistem a uma análise? Qual o campo para a análise da “arte conceitual”? Certamente não é a estética nem o campo artístico, até porque Duchamp ambiguamente negava a estética e a arte. Daí surge outra questão intrigante: se as teorias artísticas e estéticas não dão conta desses problemas, em que espaço eles devem ser enfrentados?&lt;br /&gt;A resposta é: na área da filosofia, da linguística e da retórica. É até possível dizer que a arte conceitual é um ramo da literatura. No entanto, espantosamente, há cem anos que essas áreas ignoram as riquezas contraditórias das falácias duchampianas.&lt;br /&gt;Trazendo, portanto, o problema para o campo que lhe é próprio, afirmo: Duchamp era um sofista. E os sofistas que prosperaram no sec. IV a.C. na Grécia, prosperaram também muito na modernocontemporaneidade. O sofista acredita poder demonstrar qualquer coisa com seu discurso. Pode dizer, como Zenão, que uma tartaruga corre mais que Aquiles ou, como Duchamp, que qualquer objeto é uma obra de arte. O sofista é um ilusionista da linguagem. Enfrentar o enigma duchampiano é desconstruir o ilusionismo retórico que ele criou. Como alertava Bachelard, há que enfrentar os “obstáculos verbais”. E Lacan, analisando o conto “A carta roubada” de Poe, dizia que a primeira façanha do ilusionista é nos transformar em personagem de sua ficção. Deste modo, os que estão indo ao MAM ver as obras de Duchamp correm o risco de simplesmente caírem numa armadilha verbal.&lt;br /&gt;No meu próximo livro “O enigma vazio”, detenho-me pormenorizadamente sobre as idéias e falácias do discurso duchampiano, aprofundando questões levantadas em “Desconstruir Duchamp”. Aqui, rapidamente, lembro duas delas. A primeira falácia é sua definição de “arte”. Numa entrevista à BBC, em 1968, disse que “etimologicamente” a palavra “arte” significa “agir” e não “fazer”. Equívoco. Em sânscrito, no indo-europeu, no grego, no latim, por exemplo, arte está ligada a “fazer”, à “técnica”. Mas nosso Duchamp acha que pode inventar etimologias. Se dissesse que estava inventando, poderíamos dizer como os lusos- ” tem piada”. Mas, não disse. Se bastasse “agir” para ser artista qualquer pessoa andando na rua seria artista e os animais grandes virtuoses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARGUMENTAÇÃO EM DECLIVE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retórica do frasista Duchamp pode ser desconstruída quando surpreendemos nela o que os lógicos chamam de “argumentação em declive”. Douglas Valton diz que ” o declive escorregadio é um tipo de argumento que começa quando somos levados a reconhecer que uma diferença entre duas coisas não é significativa. Depois disto, pode ser difícil negar que a mesma diferença, entre a segunda e a terceira, também não é significativa. Quando esse tipo de argumento começa, pode ser tarde demais para detê-lo: entramos no declive escorregadio”.&lt;br /&gt;É isto que ocorreu com o urinol (”Fountain) apresentado como obra de arte, ou seja, quando o marchand Arensberg, a mando de Duchamp, argumentou junto à direção da exposição, em 1917, que se alguém mandasse cocô de cavalo como obra de arte, teriam que aceitar. Fazia sentido. Deu no que deu. Esta é uma tática sofista que consiste em encadear afirmações, ilógicas, inverossímeis, absurdas. Se o ouvinte não pára para conferir cada unidade e a des/unidade do conjunto, se verá prisioneiro num encadeamento sem poder achar a saída.&lt;br /&gt;Duchamp exercitou o declive escorregadio quando explicando o “Grande vidro” (-essa obra não terminada e sobre a qual há anotações que os próprios biógrafos chamam de confusas e inexplicáveis), disse que aquela obra é um “atraso”. Mas como “atraso” é algo que ele não sabia como definir pois tem “diferentes sentidos”, aceitou a “totalidade deles”; e assim desembocamos naquilo que ele jubilosamente chama de “indecisão”. E a “indecisão” (ou relativismo) de seu discurso sofista é de tal ordem que ele explica que em vez de “atraso”, poderia dizer que o quadro é um “poema em prosa” ou uma “escarradeira de prata”. Então a obra é tudo e nada, e, sobretudo, uma coisa que não se sabe o que é&amp;shy;. Assim entende-se porque para ele “tão logo começamos a por nossos pensamento em palavras e frases sai tudo errado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que até hoje ninguém se dispôs a analisar tolices de certas frases duchampianas, que passam por sabedoria, como essa: “Pode alguém fazer obras que não sejam obras de ‘ arte’”? Claro que pode, e Duchamp é um exemplo. Por que não se analisa isto: ” a idéia de julgamento deveria desaparecer”. Ou esse outro disparate: “a palavra não tem a menor possibilidade de expressar alguma coisa”.&lt;br /&gt;Em Duchamp há um problema central: o problema da linguagem. E não sairemos da aporia que ele criou enquanto não decifrarmos a linguagem do problema. Dentro da estratégia da indecisão, os recursos estilísticos usados por ele eram a homonia( palavras semelhantes com significados diferentes), a paronomásia (grafia e pronúncia semelhante e sentido diverso) e anfibologia (termos ambíguos, obscuros). Gostava de trocadilhos e chegou a colecionar centenas deles . Com isto construiu armadilhas verbais e conceituais que iludiram cautos e incautos. Desmontar essas armadilhas é desconstruir um mito. Como mentiroso paradigmático, ele ilustra o clássico “paradoxo do mentiroso”, pois quando o mentiroso diz que está falando a verdade, está mentindo ou não? O fato é que seus solipsismos levaram várias gerações a uma paralisia do pensamento, ao enigma vazio. Ele é o cultor do oxímoro paralisante, o avesso do oxímoro dialético este sim, produtor de conhecimento.&lt;br /&gt;Ter dito ” sou totalmente um pseudo” serve para absolvê-lo? Ter dito “cada palavra que lhes digo é estúpida e falsa” o exime de responsabilidade? E o que dizer desta frase dramática escamoteada por seu adoradores: “Este século é um dos mais baixos na história da arte”. Não é ele responsável por isto?&lt;br /&gt;Individuo sedutor, inteligência brilhante, ilusionista ardiloso, acabou por fazer com que outros tomassem como sendo lei universal, o que era seu modo de ver e de ser. Não se lhe pode negar o direito de ter feito o que fez, ter dito o que disse ou viver a vida que viveu. Isto tinha certo sentido em 1917. O que não se pode é mitificá-lo e deixar de analisar objetivamente sua obra e pensamentos ficando na deliquescente imitação ou fiel adoração.&lt;br /&gt;No final da vida ele disse “os anos mudam e não poderia mais ser um iconoclasta”. Entrou então, ao lado de Calder, para o Instituto Nacional de Letras e Artes dos Estados Unidos. Assim o apóstata voltou ao seio da igreja. É´ como se alguém tivesse a vida inteira garantido aos seus seguidores que não existe céu nem inferno, e , no entanto, ao morrer, se despedisse cinicamente de sua grei dizendo, desculpem-me, me equivoquei, mas estou indo para o céu. Desculpem-me se infernizei a vida de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(03-8-08.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4183851796370755376?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4183851796370755376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4183851796370755376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4183851796370755376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4183851796370755376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/06/que-fazer-de-marcel-duchamp-por-affonso.html' title=''/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SkJJyt_mICI/AAAAAAAAAhU/jjRA-NllU0U/s72-c/MarcelDuchamp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3918722768755291319</id><published>2009-06-13T08:23:00.001-07:00</published><updated>2009-06-29T06:39:48.135-07:00</updated><title type='text'>A revolução dos feios</title><content type='html'>"...A feiúra no sentido absoluto começou a se manifestar pela onipresença da feiúra acústica: os automóveis, a motos, as guitarras elétricas, os marmeletes, os auto falantes, as sirenes. A onipresença da feiúra visual não demoraria a aparecer." Milan Kundera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SjPFDUxJA0I/AAAAAAAAAhM/wV2NEj8rx-I/s1600-h/machad%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346833843524010818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SjPFDUxJA0I/AAAAAAAAAhM/wV2NEj8rx-I/s320/machad%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; estádio machadão&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem coisas que só Natal tem e tomara que Mossoró não copie. Em todo o Brasil, no mundo todo, o padrão estético televisivo é unânime, seguro numa convenção internacional, a convenção da beleza. É a cosmopolização estética do homo sapiens eletrônico.&lt;br /&gt;A TV mudou o mundo, transformou, modificou, entortou, eletromagnetizou o homem(dizem que Cidade Nova :Petrópolis e Tirol) tem a maior concentração de doido por metro quadrado de Natal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV fez o homem deixar de gostar de si para gostar do que é, ou do que foi. O personagem, o social, a fantasia. No mundo contemporâneo esse fetiche assumiu identidade, emancipou-se e subjulgou a psique.Talvez seja essa a explicação para o fenômeno que eu observo a anos e que só ocorre na cidade do Natal. Trata-se do fenômeno da feiúra na TV. Parece uma maldição. Ninguém escapa e mesmo quando bonito(a), com o tempo, fica feio(a). Você já repararam que na TV natalense, com raríssimas exceções, só figura gente feia. Em todo lugar do mundo, os apresentadores são belos, arquétipos da beleza, beleza buscada em todas as sociedades, em todas as épocas históricas. Pois é, em Natal isso não tem importância, não existe. Impera a feiura mesmo.&lt;br /&gt;Nem na TV cabugi, seu padrão rede globo, essa regra se faz exceção. E a TV tropical, e a Ponta Negra, vige! A potengi nem se fala. E as TVs nanicas? Já estão aderindo a moda. Padre João Maria, Santa Clara. Tem um apresentador que seu cabelo parece uma peruca(pintada) , um capacete, nem ventania, nem copa do mundo cosegue derrubar aquele concreto armado. Ele usa sua feiura para mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns, de tão feios, tornam-se vereadores. A muito tempo atrás (veja que o problema é estrutural) meu sobrinho de Brasília, assistindo o "patrulha policial" disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-que bicho feio da po##a!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hômi, tirem esse povo feio da TV, please. Nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como tudo tem uma banda boa, podemos tirar proveito dessa agremiação lítero-estética, recreativa e cultura da TV potiguar. Vou me acorrentar no machadão, e depois da demolição, bater umas fotos, fazer um book e procurar emprego em alguma emissora de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3918722768755291319?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3918722768755291319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3918722768755291319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3918722768755291319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3918722768755291319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/06/revolucao-dos-feios.html' title='A revolução dos feios'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SjPFDUxJA0I/AAAAAAAAAhM/wV2NEj8rx-I/s72-c/machad%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-7113086341875480365</id><published>2009-06-07T09:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T09:36:46.600-07:00</updated><title type='text'>"Acho que não existe mais arte", disse Lévi-Strauss em entrevista ao "Mais!"</title><content type='html'>(&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u471632.shtml" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u471632.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA Em Olhar, Escutar, Ler, o senhor escreveu que há momentos na história da arte em que a qualidade estética diminui quando crescem o saber e a habilidade técnica. É o que acontece hoje?LÉVI-STRAUSS Não. Quando escrevi isso, estava pensando na história da tapeçaria. A mais bela tapeçaria que conhecemos é a dos séculos em que o tapeceiro dispunha de número limitado de cores. Esse número de cores só aumentou nos séculos 18 e 19. Em vez de cem cores, hoje temos 10 mil ou 100 mil. A qualidade se enfraquece. O problema da arte moderna, ao menos nas artes plásticas, não é um enriquecimento dos meios técnicos, mas, ao contrário, um considerável empobrecimento. Isso é verdade para as artes plásticas, mas não para a música, que se torna cada vez mais erudita. Não gosto nem um pouco da música contemporânea, mas reconheço que ela é extremamente erudita.&lt;br /&gt;FOLHA - Para que serve a crítica de arte hoje?LÉVI-STRAUSS - Desde sempre, o papel da crítica foi tanto traduzir, por meios literários, a emoção do espectador diante da obra, quanto tentar compreender justamente as razões e os mecanismos dessa emoção. O problema é que acho que hoje não existe mais arte. Há alguns modos de expressão, que continuamos chamando por nomes tradicionais - pintura, música, literatura -,mas creio que sejam outras coisas. Não são mais as mesmas artes.&lt;br /&gt;FOLHA - O senhor escreveu que a grandeza de Poussin vem em parte do "segundo grau" - é um pintor que pinta de maquetes, por exemplo, e não diretamente da realidade. Não seria exatamente uma exacerbação desse "segundo grau", um esquecimento do real, o problema da arte hoje, com o pós-modernismo, a arte como "segundo grau" de si mesma?LÉVI-STRAUSS Você está misturando duas coisas: o fenômeno da criação de uma forma profunda, como em Poussin e outros; e o fenômeno epidérmico a que você faz referência. A grandeza de Poussin vem do fato de ele ser um gênio, e não de outra coisa. Mas isso não é suficiente para explicar a obra. É preciso saber como funcionam a obra e o gênio. O "segundo grau" permite compreender o modo pelo qual ele trabalha e o tipo de emoção que sentimos diante de seus quadros. Diante de uma tela de Poussin, temos a impressão de estarmos na frente de um pequeno teatro. Essa impressão vem de como o quadro é composto. Mas não basta isso para fazer um grande quadro.&lt;br /&gt;FOLHA - O senhor define a arte moderna não-figurativa como um naufrágio. Por que a questão do realismo e da verossimilhanç a lhe interessa tanto?LÉVI-STRAUSS O mundo é de tal riqueza, e estamos tão longe de esgotar todas essas virtualidades, que me parece ingênuo querer criar fora disso. Quando vejo um quadro não-figurativo, penso que é sempre menos belo que o espetáculo não-figurativo que me oferece a natureza, na forma de um cristal, um jogo de luz etc.&lt;br /&gt;FOLHA - O senhor trata também da representação do sobrenatural em Poussin. Aonde foi parar o sobrenatural na arte contemporânea? O senhor acha que a representação do sobrenatural ainda existe na arte?LÉVI-STRAUSS Quando falei do sobrenatural em Poussin, estava me referindo a suas paisagens. Uma paisagem de Poussin não se parece com as de [pintores impressionistas franceses como] Pisarroou Sisley. É uma paisagem monumental, que é mais bela do que qualquer paisagem real que possamos observar.&lt;br /&gt;FOLHA - Mas o senhor analisa a representação da morte e do sobrenatural em Poussin também, com a imagem do crânio, por exemplo. Hoje, a arte abstrata não poderia ser a representação desse sobrenatural, do invisível, no mundo contemporâneo?LÉVI-STRAUSS - Deixo essa questão aos amantes da arte abstrata.&lt;br /&gt;FOLHA - Por que o senhor despreza a fotografia?LÉVI-STRAUSS - Digamos que isso vem de uma pequena exasperação diante da espécie de veneração da fotografia que vimos aparecer há alguns anos. Fiz milhares de fotografias ao longo de minha vida. Algumas são bastante belas. Mas não se deve exagerar. A mais bela fotografia não existirá jamais diante de um belo quadro. Esse meu desprezo foi mais um movimento de mau humor.&lt;br /&gt;FOLHA - O senhor está trabalhando num livro de fotografia sobre o Brasil.LÉVI-STRAUSS Trabalhando é exagero. Quero selecionar de 3 mil negativos que fiz durante minha estada no Brasil cerca de 200 ou 300 fotos e publicá-las de maneira mais apresentável do que em Tristes Trópicos. São fotos de expedição e muitas da cidade de São Paulo, que não consigo mais situar. [A antropóloga] Manuela Carneiro da Cunha teve a gentileza de me trazer mapas de São Paulo da época para que eu consiga localizar onde as fotos foram feitas. É muito difícil. Temo que essas imagens tenham perdido o interesse. Não consigo dar início ao trabalho. Elas me chateiam.&lt;br /&gt;FOLHA - O senhor acredita que todas as artes podem ser interpretadas pelo estruturalismo, pela linguagem- que toda arte é linguagem?LÉVI-STRAUSS Em todas as artes, há autores e obras que se prestam melhor a uma análise estruturalista e outros que são, digamos,mais rebeldes. Se me pedissem para fazer uma análise estrutural de Em Busca do Tempo Perdido [o romance de Marcel Proust], acho que me veria em maus lençóis. Não digo que seja impossível, mas seria uma tarefa imensa.&lt;br /&gt;FOLHA - Numa entrevista recente a CatherineClément,7 o senhor disse que todos os autores de verdade, em arte, são estruturalistas.LÉVI-STRAUSS Não me lembro de ter dito isso. Creio que uma das formas de interpretar e compreender a criação artística é abordá-la pelo ângulo estruturalista. Mas não me lembro de ter dito que todos os verdadeiros autores são estruturalistas. Você me desculpe eu lhe dizer isto, mas, quando dou uma entrevista, respondo qualquer coisa [risos].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-7113086341875480365?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/7113086341875480365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=7113086341875480365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7113086341875480365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7113086341875480365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/06/acho-que-nao-existe-mais-arte-disse.html' title='&quot;Acho que não existe mais arte&quot;, disse Lévi-Strauss em entrevista ao &quot;Mais!&quot;'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4824191861695262768</id><published>2009-05-06T06:27:00.001-07:00</published><updated>2009-05-06T06:37:48.699-07:00</updated><title type='text'>uma pintura de helmut</title><content type='html'>A temática de Helmut era sempre paisagens como essa. Nunca pintava bonecos (figura humana). Helmut só pintava paisagens imaginárias. Repertório interminável que ele guardava dentro, nas profundezas de sua alma. Talvez um mundo passado. Uma vida passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SgGQjoviQjI/AAAAAAAAAg8/lowXOE3m_eU/s1600-h/helmut02.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332702375689994802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SgGQjoviQjI/AAAAAAAAAg8/lowXOE3m_eU/s320/helmut02.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; giz de cera sobre cartão. 50cm x 35cm.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SgGQbVbiWJI/AAAAAAAAAg0/6wYqBaC-yAQ/s1600-h/helmut.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4824191861695262768?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4824191861695262768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4824191861695262768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4824191861695262768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4824191861695262768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/05/uma-pintura-de-helmut.html' title='uma pintura de helmut'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SgGQjoviQjI/AAAAAAAAAg8/lowXOE3m_eU/s72-c/helmut02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6497905664923205792</id><published>2009-05-03T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T11:46:35.204-07:00</updated><title type='text'>(em memória de josé helmut cândido)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Sf2ibIlKpWI/AAAAAAAAAgk/4tcAKbT4Uzs/s1600-h/helmut.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331596120920073570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Sf2ibIlKpWI/AAAAAAAAAgk/4tcAKbT4Uzs/s320/helmut.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Sf2bo_wXN0I/AAAAAAAAAgc/v2cidRSDsEA/s1600-h/chargehelmut.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sem luz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abusei da autoridade encontradiça&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;na cidade e perdida lá nos campos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo até os pirilampos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;perderam o brilho do olhar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cegos ficaram&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e pelos campos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;foram-se para não mais voltar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;helmut cândido&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;gestalt: teoria segundo a qual, a visão do glôbo ocular forma uma idéia de uma imagem qualquer, que não confere com a margem vista no exterior. introduzida a cerca de 30 anos dentro da psicologia hodierna. o percebedor quarda subjetivamente o que vê lá fora".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José Helmut Cândido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6497905664923205792?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6497905664923205792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6497905664923205792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6497905664923205792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6497905664923205792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/05/sem-luz-em-memoria-de-helmut-candido.html' title='(em memória de josé helmut cândido)'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Sf2ibIlKpWI/AAAAAAAAAgk/4tcAKbT4Uzs/s72-c/helmut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-8505972371740618808</id><published>2009-04-27T06:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T06:47:23.077-07:00</updated><title type='text'>Em memória de Aroldo Martins. (vulgo caninha)</title><content type='html'>&lt;p&gt;o clarão e a sombra&lt;a href="http://www.imageshack.us/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Zuza desasna beócios e os lorpas instigantes são castigados por um decurião de maus bofes, caso promovam azáfama e balbúrdia nas salas de aula.Gothardo Neto, filho do professor, instrui-se no castiço vernáculo, onde a pureza e a forma lingüística são a busca maior da perfeição poética. O soneto em alexandrinos o atrai. As belas morenas o inspiram. Um amor proibido o consome. Sorumbático, sai à noite, com seu sari indiano, entre as veredas dos aningais que ladeiam o Tissuru, e para além da Cruz da Bica descamba para a Salgadeira, lugar de tugúrios, mansarda, botecos pobres, onde, entre tragos, sacia sua desdita. É também Zé Fidélis, o poeta das sombras. Viram-no para os lados da nossa última tatajubeira – divisa entre Ribeira e Rocas – de fraque azul desbotado, botas rotas, chapéu fora de moda, chapinhando em poças de lama, uma corda de caranguejos entre os dedos. É Ferreira Itajubá, Azinho. Vem dos pastoris, das lapinhas, dos fandangos. E seu violão é coberto com folhas-de-fladres. Feito de luz, o poeta é a festa maior da cidade. São suas as alvadias dunas. São seus os cajueiros e javaris solitários. Nessa noite, Azinho está insone e com sede. Quem sabe, nas barracas da Feira do Salgado – futura estação ferroviária – não haverá um caritó aceso e um bom copo de aguardente?- Não tenho nenhuma bebida – disse o bodegueiro.- Bote água na garrafa, fica o gosto – redargüiu Itajubá.- Não dá mais, poeta: Gothardo Neto passou aqui e já bebeu a lavagem... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aningal &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aroldo Martins &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prosa do Beco &lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Aroldo Martins"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Natal é um vale branco entre coqueirosLogo que desce a luz das alvoradasVai Barra afora as velas das jangadasCessam no rio as trovas dos barqueiros"Ferreira Itajubá"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O poeta nasceu no Beco, ruela por detrás da Vila Odila, vizinha da Vila Cremilde. Água de beber a um pulo da Cruz da Bica, dois pinotes do Tissuru, tudo tão de perto, fácil alcance. Dealbar dos dias de ontem, pisara a lama primeva, atravessando a Praça da Alegria e indo para a Rua Grande em busca do lirismo dos quintais pobres.Beco da Tatajuba, Beco do Engole, Beco do Buscapé, Beco da Lama. O resto é o mundo ingrato, sáfaro, hostil, mundão de ruas esquisitas, de perigosas avenidas. O rei dos becos é o Beco da Lama, centro nervoso e geográfico desde o começo das primeiras habitações.Depois do Beco, a pequena Igreja Matriz derreada ante a mágica visão do Potengi com suas catraias e seus barcos de mastros gurupés. A colina é a cidade e seus limites não vão além da Igreja do Rosário, cujo baldrame repousa nos ossos dos pretos escravos; e a Igreja do Galo, sentinela muda a resguardar apenas o sossego das moitas.No Cantão das Gameleiras, os barnabés conversam os últimos assuntos do Império de Dom João. Será depois a Praça da Alegria, a dez passos do Beco, atual Praça Padre João Maria.A sagrada jumenta do padre fez xixi no Beco da Lama, batismo muar abençoado saecula saeculorum. Pixinguinha pisou no Beco seresteiro e este ficou melódico, chorão, cada vez mais carinhoso.No Royal Cinema, fins do Beco, a sessão só começa quando DonAna Cascudo chega.Tal qual muçulmano que visite Meca uma vez na vida, todo natalense deve ir ao Beco libertário, Beco pai das ruas do mundo todo.No Beco da Quarentena não tem lama, mas no Beco da Lama ninguém fica quarenta dias sem vê-lo, atravessá-lo, atraído por sua estreiteza, espremido que é entre calçadas e platimbandas.Becodalamenses: para todos, a Jitanjáfora favorita do Príncipe do Tirol: Larin! Toré! Babá! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madama Baticum&lt;/strong&gt; de Aroldo Martins &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Tontas iaiás balouçam os corpos revoltosos num rendilhado de saias alvoroçadas, multicoloridas, num ritmo de tantãs atordoando os enfeitiçados.&lt;br /&gt;Os atabaques percutem em estonteante pulsação, mesmerizando as iaôs dançarinas - algumas, manifestadas, desatando a rir em achaques e tremeliques - ululando ao léu, noivas de uma lua em sombrio e tenebroso minguante.&lt;br /&gt;Um mão-de-faca acende bugias. O terreiro reluz na penumbra num bruxuleio misterioso de flamas dispersas, entre sombras escondidas.&lt;br /&gt;Longe, doce e harmoniosa corimba é entoada, enquanto atravessas com mavioso canto o espesso negrume dos incensos, os olhos estranhamente luzidios fulgurando na meia escuridão.&lt;br /&gt;Albina, gema do Areal, dona de perfumadas noites de macumba, rainha dos encantados hotentotes, maga da indiara cabocla, é bem-vinda mãe.&lt;br /&gt;Senhora dos seres dos mares, conselheira da mãe-d’água, tu que abafas o silvo da pérfida caninana, livra-nos da besta-fera, afasta-nos dos hodiernos miasmas da Ribeira.&lt;br /&gt;Se, num teu pesadelo, ao vislumbrares, em soturna noite de trovoadas no Refoles, um vulto chagado cavalgando uma mula-sem-cabeç a e que, em disparada, uiva, paralisando as ostras, gorando as ninhadas dos pequeninos maçaricos, manda-o de volta para a aldeia, mãe: aquele é o calunga de Zé Pretinho, nosso primeiro enforcado oficial.&lt;br /&gt;Mas, se em tua mansuetude dormitas entre nuvens e em lindos sonhos avistares um caboclo velho soprar volutas de um boró, provocando o panapaná das borboletas; colher a dália e; espantar a osga cantarolando a música do primitivo gentio, traze-o, mãe, faz ogã de mim, cambone teu, e desce, Albina, baixa nesse povo que te ama aquele que mexeu com catimbó; aquele que tudo sabe, faz e acontece, esse buliçoso e serelepe Zé Pilintra de marca maior: o encosto de Cascudo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;PÂNDEGA TANTÃ  de Aroldo Martins&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Zé do Rojão arregalava os olhos remelentos do excesso da luz dos dias e das noitadas de pandeiro e traquinagens, aluado de si, sem saber ao certo onde dormira nem ter porventura uma lembrança nítida do beréu que se metera. No bolso, um trocado que mal dava para pagar o pernoite e, mais ali adiante, um gargarejo demorado em meio copo de cachaça para ajudar a tirar o bafo e limpar garganta afora goela dentro, enganando assim a fome e o cansaço enquanto ficava zonzo e renovado na alegria dos truques e das mutretas que o paletó escondia, que a voz fraca imitava, que o corpo mole fazia.Mais uma e dê cá outras, no entremeio da bicada paga aqui pelo estudante ou de uma saideira oferecida lá pelo distinto do canto, o recinto já bem animado na prosa com zinebra e tira-gosto de papel, o saltimbanco dos becos, o temido imoral das donzelas caprichava nas piadas gordamente apimentadas de enxerimentos e más intenções, um dengo acanalhado no começo e outro pior no fim, o senhor dos gracejos se esmerando em gaiatas contorções de escarninho, um rubor indiscreto atingindo velhos, moças e sinhás, o Baixo-Calão expulso do ambiente, recolhendo maus augúrios e reprovações dos presentes, se despedindo descaradamente com a mais gaiteira voz saída das trôpegas e bêbadas cordas vocais: Prazer que me já dão! Até outra!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aroldo Martins &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-8505972371740618808?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/8505972371740618808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=8505972371740618808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/8505972371740618808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/8505972371740618808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/04/o-clarao-e-sombra.html' title='Em memória de Aroldo Martins. (vulgo caninha)'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-7319481145699686919</id><published>2009-04-21T06:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T06:44:06.508-07:00</updated><title type='text'>QUE PAPO É ESSE?</title><content type='html'>do livro (a publicar) "que papo é esse" de Maurílio Eugênio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Página 85)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “maluco” e seus derivados, “maluquês”, “malucada”..., não foi Raul (Seixas) quem inventou; ele, certamente, o adotou e usou apropriadamente em sua canção Maluco Beleza; ele próprio um maluco na aparência, em sua arte, nas declarações públicas, no raciocínio ideológico, no sentido de contestar os valores falidos, fodidos; de questionar o sagrado e o profano. Foi um dos artistas que mais autenticamente simbolizou o Movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo, dizíamos, foi a palavra com que os Ripes brasileiros se codinominaram entre si, e se disseminou no meio deles, passando a auto intitular-se “malucos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros é que os chamavam de Ripes. Não eles a si próprios, tampouco uns aos outros. Agora, como o Nordeste é por demais rico de cultura popular, pitoresco, em muitas cidades do interior, notadamente as do Ceará, Piauí e Maranhão, os Ripes tinham a denominação de “andarinos”, a qual, suponhamos, é uma derivação de “andarilho”, terminologia esta, fartamente mencionada no cancioneiro dos poetas e romanceiros, tanto na literatura escrita quanto na oral, em todas as épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andarilhos eram os próprios apóstolos de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, falávamos sobre o termo “maluco”. Acontece que maluco foi o que eles, “malandramente”, encontraram como forma de amainar um pouco a fúria homicida dos militares sobre os Ripes, em certo período ‘brabo’ [bárbaro, bravo?] da ditadura militar. A barra era tão pesada, a pressão tão esmagadora - eu mesmo fui preso dezoito vezes. Todos os presos políticos (ou quase todos) tiveram suas prisões, perdas materiais, tortura psicológica e física - eu nunca fui torturado fisicamente, é meu dever salientar - reparadas. Todavia, sofri tortura psicológica. Teríamos algum direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia, a rapaziada, se autodenominando ‘malucos’, passava (para os “home”) uma idéia quixotesca/chaplini ana de si próprios..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ficavam, digamos, inferiorizados. Nesta perspectiva, seriam “uns malucos” e fim. E os “milicos” (militares fascistas) se sentiam, pois ‘superiores’, enfim. Então, partiu-se para a “maluquês”. Daí: maluco-beleza. Foi uma ‘antiarma’; uma ‘sacação’ genial, natural, visceral, lúdica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não os deixaram em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiam incontáveis delegados de polícia em cidades do interior e também nas capitais, que queriam ‘mostrar serviço’ aos militares por motivo de promoções e/ou regalias; aí, os Ripes eram ‘prato cheio’, já que era um regime de exceção e os direitos humanos, e a liberdade individual tinham, simplesmente, ido para as “cucuias”. Detinham-nos pelo que é oficializado como ‘vadiagem’. Aí, ficávamos um dia - às vezes alguns dias - em cana. Depois eles viam que não era nada daquilo que pensavam que a gente fosse. Então soltavam-nos, não antes sem alguns conselhos, alguma admoestação. Muitas vezes, ameaças de porrada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo não aconteceu, mas muitos camaradas chegaram a apanhar. Tinham as cabeças raspadas. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas cidades do interior eram detidos pela polícia quando portavam drogas, na quase totalidade dos casos, maconha. Porque um verdadeiro Ripe não gostava de cocaína ou outra droga química no sentido de “fissura”; não a comprava, não a procurava. Experimentava- a quando, em alguma oportunidade, ela pintava espontaneamente. Quando alguém, circunstancialmente , em um ambiente, em uma festa, em um evento, a apresentava. Quando ‘pintava’, em suma. A maconha era considerada uma erva natural, uma planta que provocava êxtase e relaxamento; ficava-se mais próximo da natureza; ficava-se em resumo, ao natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o efeito da canábis (ou das drogas “naturais“ em geral), a sua “lombra”, o seu barato, nada mais seja do que uma referência no inconsciente do homem que remonta ao mito do paraíso perdido. De como o homem era, em sua essência, concêntrico, dono de uma alma pura, sem egocentrismo, pois algumas drogas – é cientificamente comprovado - extravasam incursões ao próprio interior, exacerbam a capacidade de amar, intensificam uma espécie de clarividência interior, chegando até mesmo a produzir mirações de espíritos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso das drogas alucinógenas. Essas tinham uma conotação quase divina. Eram degraus, portas para a espiritualidade, para o transcendental. Usadas em momento especiais e ritualísticos. Muitos são os exemplos acontecidos na estrada com malucos que não estavam devidamente preparados, por exemplo, para o chá do Cogumelo do Boi Zebu, e faziam verdadeiras “bad trips”, ou seja, más viagens, que a gente chamava, em nosso “nordestinês” de “viajem tronxa”, o que era, simplesmente, horrível. O chá e o LSD foram as drogas alucinógenas mais usadas pelos malucos, ambas a possuir o princípio ativo cientificamente chamado psilocybin. A diferença é que o Ácido é químico, o cogumelo, natura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos ao final destes escritos mais detalhes sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, tive uma experiência fascinante sob o efeito do cogumelo, consumido assim, ao natural, no campo, ocasião em que conversei com um pé de jenipapo (!?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece um “jenipapeiro” sabe que o mesmo tem o tronco todo manchado e essas manchas têm muitas vezes formas definidas. Pois o pé de jenipapo em questão, o que estava diante de mim durante a “viagem” adquiriu como que um rosto humano e falou comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(. . .) Não, não foi uma alucinação, vocês devem estar pensando (. . .) Está bem, foi uma alucinação, sim. Mas uma alucinação real. Só sei que a árvore me disse coisas que até hoje me servem de lição. E isso há mais de 30 anos. Era a voz do meu inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse acontecimento estará resenhado em uma seqüência no livro Memórias da Estrada (e Outras Memórias), relato já quase totalmente escrito e que contará minha experiência pessoal como um hippie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-7319481145699686919?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/7319481145699686919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=7319481145699686919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7319481145699686919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/7319481145699686919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/04/que-papo-e-esse.html' title='QUE PAPO É ESSE?'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3153316583212034282</id><published>2009-03-27T14:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T14:44:31.089-07:00</updated><title type='text'>A água Perrier nossa de cada dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi cantando parabéns e apagando velinhas, ao som de músicos maravilhosos, que a governadora completou um ano de ocupação do palácio Potengi. Antiga Pinacoteca do Estado. É! Natal já teve Pinacoteca, que chic!&lt;br /&gt;Foi há um ano atrás, lindamente vestida de Cinderela, ela chegou para ocupar as cadeiras “Jacaúna”do palácio Potengi. O antigo palácio se esparramou todo para ser testemunha do glamour. Agora a balada é chic e as tardes alegres no antigo palácio. Pelo menos, há um ano é assim.&lt;br /&gt;Ela deixou temporariamente o centro administrativo para trás. Calma bobinho, a governança, suas secretarias e suas sub secretarias estão em reformas modernizadoras de adapitabilidade para deficientes. Uma fortuna, mas é necessário. Viu! Afinal de contas, somos todos responsáveis pelo sucesso da folia.&lt;br /&gt;Já faz um ano de reformas, mas está ficando uma festa. Animadíssima. Ficará um must. O pimopolho da candelária será vestido com fino trato para ser derrubado e transformado no chiquérrimo Hotel Pestana da copa do mundo de Natal. Passando a copa, a governadora volta sob medidas, a ocupar o novo lugar como a mais lindamente vestida locatária do imóvel da candelária. Ela volta sim. O palácio Potengi ficou muito distante do restaurante camarões onde a governadora costuma freqüentar e da patisserie douce france onde come a sobremesa.&lt;br /&gt;Nem se anime. O prato da governadora, camarão na moranga, custa R$ 150,00 a unidade e os petiti fours são R$ 35,00, cada um. Se você for muito teimoso, e insistir em uma empreitada bajuladora, pode tomar água perrier, legítima de Vergézena, sul da França.  Promoção, R$ 15,00 a garrafa de vidro de 330ml.&lt;br /&gt;Voltando ao centro administrativo. Dizem que o lugar vai ficar bombadíssimo depois da copa.  Mas não é para qualquer um. Somente o governo vai poder abrir as portas da morada e pagar os aluguéis dos luxuosos imóveis que serão construídos por empreiteiras italianas, espanholas e dinamarquesas. Quem viver, verá!&lt;br /&gt;Abre alas que eu quero passar.&lt;br /&gt;Vol au vent.&lt;br /&gt;É assim que acontece, visse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3153316583212034282?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3153316583212034282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3153316583212034282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3153316583212034282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3153316583212034282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/03/agua-perrier-nossa-de-cada-dia.html' title='A água Perrier nossa de cada dia'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4818781018382576263</id><published>2009-03-14T09:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T09:51:54.089-07:00</updated><title type='text'>Quero minha gameleira, devolva!</title><content type='html'>Até o fim da década de 80, Natal era bastante arborizada. O que aconteceu? Lembro – me da Av. Rio Branco com suas Acácias, Gameleiras e Pau-Brasil. Era bonito de se ver. Lembro da Bernardo Vieira e seu canteiro central. Ali cresciam sobre o barro barreiras, árvores de espinhos, do sertão ou cerrado. Todas finadas, coitadas.&lt;br /&gt;Quando viajava para Fortaleza, Natal era exemplo que enchia-me de orgulho. Limpa, arborizada. Era um exemplo de cidade.&lt;br /&gt;Pois é, o tempo passou, pouco tempo na verdade. O que aconteceu?&lt;br /&gt;Lembro da prefeita Vilma derrubando as gameleiras da praça João Maria. Lembro das infinitas podas transformando em azul, o teto verde da Av. Rio Branco.&lt;br /&gt;Foi por aí, não parou mais.&lt;br /&gt;Hoje, o recente largo da ribeira é branco. Não preciso dizer mais nada. Está na paisagem, impresso pelo tempo, as contradições de duas épocas de uma mesma cidade. A praça Augusto Severo, antiga, arborizada. Árvores tropicais enormes, bem cuidadas. Sombras ao meio-dia. Vizinho, o largo contemporâneo. Alvo, cáustico, sem uma bananeira. O que foi que aconteceu?&lt;br /&gt;Talvez um problema multicultural, multiparticipativo.&lt;br /&gt;Será que faltou chuvas, o sol ta muito quente, o que foi cara?&lt;br /&gt;Pois bem, com aquecimento global ou não, a temperatura dos últimos 30 anos continua a mesma. Varia entre 35º. &lt;br /&gt;-Mais está quente demais. Liga o ar condicionado amor. Ar condicionado é bom.&lt;br /&gt;Vou virar um velho chato, rabugento. Alguns são assim por que viram seu mundo ser destruído. Substituído pelo novo. Na verdade, o velho, dublado pela farsa do novo, moderno.&lt;br /&gt;Pois é, como pode mudar, da noite para o dia, valores éticos, morais, sensoriais e estéticos de uma cidade? Hoje tem tão poucas árvores em Natal que devíamos batizá-las.&lt;br /&gt;Padre João Maria que nos salve. Dos bispos de Olinda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4818781018382576263?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4818781018382576263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4818781018382576263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4818781018382576263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4818781018382576263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/03/quero-minha-gameleira-devolva.html' title='Quero minha gameleira, devolva!'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4873514084812774884</id><published>2009-02-19T11:35:00.001-08:00</published><updated>2009-02-19T11:35:47.846-08:00</updated><title type='text'>Natalvesmaia, agora mi cala também.</title><content type='html'>Natal é uma cidade de fidalgos, isso nem todo mundo sabe. Em Natal o talento é sempre substituído pelo pedigree familiar. Se você for descendente da família Plutão, Marte, ou Jarbas, pode ficar tranquilo. Sua agência de publicidade será próspera, seu escritório de advocacia competente. Sua casa de praia sempre estará protegida de assaltos e a blitz de Pium nem vai olhar na sua cara.  Natalvesmaia, agora mi cala também.  A cidade não gosta de ninguém, também não é amiga de ninguém. Dizem que é por causa do provincianismo, dos valores medievais do interior. Por exemplo: Niemeyer em Natal não é nada. Casas de vinhos raros fecham suas portas antes do primeiro ano, cadê nossa elite? Outro dia uma tradicional confraria de gaúchos desapareceu no meio de um açude artificial. E os condomínios dos gringos. Que engrandece as praias, ecológicos, reivindicadores de civilização na praieira. Agora fechados, a venda, sale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burler Marx, uma lenda urbana natalense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que é bom, dura pouco, já dizia o dito popular. Em Natal, esse pouco é breve. E ainda tem quem diga que é uma cidade que adora o que vem de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Círculos de afinidades, igrejinhas, cantões, são os hits que conduzem a ópera do horror natalense. Cidade que cresce pra cima. Coletivos de carros novos transformam suas ruas em cinza, preto e branco. Mosaico de latas monocolor, bicolor, tricolor, e só. O sentido coletivo do natalense é comprar pão na esquina, de automóvel, é claro. Só em Natal as padarias não vendem cervejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cascudo viu uma cidade já grande, mas embriagada de vícios provincianos e disse: “Em Natal ninguém se dá bem e nem mal”. Desculpe mestre, os fatos são outros. Em Natal os políticos se dão muito bem, e já fazem até sucessores hereditários, velha capitania que deu certo, apesar da história dizer o contrário. Aqui pelo jeito a monarquia dá certo, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisas que só acontecem em Natal: Lagoas de captação em geologia dunar. Essa é demais, não é nem chamar de idiota, é bater na cara. Ao mesmo tempo em que murmura-se derrubar o Machadão,  preserva-se a rua da Conceição. Cidade confusa. Natal, diz pra mim quem és tu, quimera! Uma pantera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro disco voador!!! Os postos Ipiranga estão cheios de gente, as livrarias estão fechando. A maionese vencida do sanduíche de frango, gelado, dormido, iguaria sem igual, antepasto nas madrugadas.  Só os postos Ipiranga são felizes. Bom exemplo pra juventude é o yuppie tardio, anda limpinho, surdinho, e dirige uma Hillux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo de Natal gosta tanto de carro, e de som no carro, que compra o bicho mesmo sem ter a jaula pra botar. Ai compra outro bicho, e outro. É quando chega pra gente e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pode-me emprestar sua jaula, é que meu filho veio pra casa hoje com o corsa da firma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já mandei chumbar o portão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é sério, o automóvel criou uma coisa chamada: imobilidade social. Nem a ditadura conseguiu essa tal imobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bebês já estão nascendo com pneus no lugar dos pés.  Em vez de olhos, farol de milha. Os braços, retrovisores, e as mãozinhas, os piscas alerta. Tem vermelho e amarelo.  Tomam muito líquidos pra se acostumar logo cedo com o álcool. E a papinha cremogema? É para não estranhar o óleo diesel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes há muito tempo passam gasolina no corpo. Até o poeta Helmut anda tomando banho de querosene (cadê ele hein?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Natalvesmaia, agora mi cala também. Caminha Natal, segue sua trilha para o fim. Vocação imposta, geografia do individualismo, território da esperteza. Riqueza visual, pobreza imaterial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4873514084812774884?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4873514084812774884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4873514084812774884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4873514084812774884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4873514084812774884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/02/natalvesmaia-agora-mi-cala-tambem.html' title='Natalvesmaia, agora mi cala também.'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6549000698862236524</id><published>2009-02-15T10:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T10:19:15.469-08:00</updated><title type='text'>O PÉ DO BANDIDO</title><content type='html'>Becopress/Por Leonardo Sodré&lt;br /&gt;Houve um tempo em Natal que as pessoas somente sabiam o que era a sensação de serem assaltados por meio do noticiário das grandes cidades, cinema e televisão. Natal jactava-se por ser um lugar pacífico, onde se podia dormir com as janelas abertas e nas praias, nem as portas eram fechadas.Esse tempo tranqüilo passou e a violência chegou à cidade. Hoje, as pessoas convivem com a incerteza da própria integridade física. Mas, é preciso viver, ir para frente e torcer para que um dia as autoridades entendam que têm que se mirar em exemplos de outros países, onde a tolerância é zero e bandidos são tratados como bandidos.Mas, existem pessoas que nunca se preocupam com isso, até passarem pela experiência de um ato de violência. O artista plástico e poeta Eduardo Alexandre (Dunga), que adotou a Redinha Nova para viver, nunca imaginou que um dia seria alvo de meliantes. Foi assaltado por bandidos enraivecidos que roubaram até o seu mosquiteiro.Os bandidos reviraram a casa inteira e levaram de tudo: computador, telefone, dinheiro, muita coisa. E, na afobação, um deles pisou numa tela que Dunga estava começando a pintar com a ajuda de ‘Rastilho de Pólvora’ e ‘Pavio Curto’, seus dois cães da raça São Bernardo Praieiro, que correm sobre as telas modernas do artista em troca de bolachas “cream cracker”, com margarina.Quando os assaltantes foram embora, Dunga, que vive assistindo séries policiais na televisão, recolheu a imensa tela, com a marca do pé do bandido e sentenciou: “aqui está a evidência para identificar os autores do assalto”. Foi uma luta danada para amarrar a obra semicomeçada em cima do Volkswagen Santana, com aquela marca preta de um pé descalço de muitas estradas.Ele havia colocado um tom suave de amarelo e ‘Rastilho de Pólvora’ já havia caminhado duas vezes por cima da tela, com as patas untadas de tinta preta. O efeito, depois do pé gravado do assaltante era interessante; como se Saci Pererê da infância do artista tivesse pisado num solo marciano, junto com um cachorro. De acordo com a avaliação do pintor Franklin Serrão, “tratou-se da melhor obra de Dunga”, disse sério, inacreditavelmente.Quando Dunga chegou à delegacia todo afobado, junto com Márcia, a dona do seu coração, cada um segurando num pedaço da tela de quatro metros quadrados, foi preciso abrir uma janela lateral, bem larga, para poder colocar a obra diante do delegado, que estava no seu gabinete de trabalho.“Pronto autoridade, aqui está o pé do ladrão para o senhor identificá-lo!” Disse Dunga por trás tela, que era maior do que ele. O delegado levantou-se e olhou demoradamente a obra do ladrão e do cachorro. Sem dizer nada, sentou-se e disse:- Minha mulher vai dizer que eu estou ficando doido, mas quanto é mesmo essa pintura?Quando chegou a casa, dinheiro no bolso, Márcia foi se encaminhando para tomar um banho e enquanto Dunga já estava mexendo no estoque de telas, todas enormes.- Vai para onde meu amor? Perguntou a Márcia.- Vou tomar um banho e volto já...- Não ouse lavar o pé e vá chamar Rastilho de Pólvora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6549000698862236524?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6549000698862236524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6549000698862236524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6549000698862236524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6549000698862236524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/02/o-pe-do-bandido.html' title='O PÉ DO BANDIDO'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3254856356671271215</id><published>2009-02-10T06:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T12:24:16.148-08:00</updated><title type='text'>o grito do inimigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZGOV_Mw9sI/AAAAAAAAAeI/PhIJZpihp8A/s1600-h/1ScreenHunter_01%2520Jul_%252012%252021_47.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301174744785155778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZGOV_Mw9sI/AAAAAAAAAeI/PhIJZpihp8A/s320/1ScreenHunter_01%2520Jul_%252012%252021_47.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Iman Maleki , nasceu em 1976 em Teerã e sempre foi fascinado pela Arte de Pintar desde que era criança. Na idade de 15 anos começou aprender pintura pelas mãos de seu primeiro e único mestre - MORTEZA KATOUZIAN - no qual é o maior pintor realístico do Irã.Em 1999 se graduou em Desenho Gráfico pela Universidade de Artes de Teerã.Desde 1998 participou de vários eventos e exposições. Casou-se no ano de 2000 e em 2001 fundou o Studio de Pinturas ARA e logo iniciou o ensinamento de pintura considerando os valores clássicos e tradicionais.Para conhecer mais a sua obra acessar o seu &lt;a href="http://www.imanmaleki.com/en/biography/" target="_blank"&gt;SITE.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;p.s. conhecido na net como o pintor iraniano. É o melhor pintor realista do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que vão dizer por ai que é simplesmente reprodução de fotos. E daí, vai fazer! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301174278222305458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZGN61Hg2LI/AAAAAAAAAeA/HkijpX8ETt8/s320/1Omens-of-Hafez.jpg" border="0" /&gt;seu mestre é Morteza Katouzian, outro iraniano endiabrado, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301173669244002226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZGNXYfxX7I/AAAAAAAAAd4/_39hj2z2otA/s320/10711013_Morteza_Katouzian_forgotten.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3254856356671271215?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3254856356671271215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3254856356671271215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3254856356671271215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3254856356671271215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/02/o-grito-do-inimigo.html' title='o grito do inimigo'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZGOV_Mw9sI/AAAAAAAAAeI/PhIJZpihp8A/s72-c/1ScreenHunter_01%2520Jul_%252012%252021_47.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6125175225766740916</id><published>2009-01-15T06:33:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T06:34:57.454-08:00</updated><title type='text'>convite</title><content type='html'>&lt;p&gt;por eduardo alexandre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Neste sábado, Aroldo Martins vem com Gangulo para uma visita aos seus primeiros quintais na Redinha Nova.  Foi um compromisso assumido com o Coronel do Inharé, ele que anda saudoso do cão valente que enfrentou a fúria de embriagados e o calor do braseiro para deliciar-se com saborosa picanha argentina ainda não em carvão, como ficam as carnes churrascadas pelo piauiense Carlos Tourinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cangulo vem conhecer seus substitutos no pastoreio da casa da Alagamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Leo Sodré confirmou presença para registrar a resenha no seu Espaço Aberto.  Alex Gurgel manifestou desejo de ter a presença da crônica no Grande Ponto, para que todos os derredores tomem conhecimento do encontro que será o primeiro para a formação da chapa dos Bambas das Adjacências do Beco de Baco da Lama à direção da Samba.  Leo vem com a companheira Mércia, Dudu e Lina, a quituteira das doces e saborosas sobremesas do refinado Talher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yasmine e Ivan Júnior estão por confirmar presença, coisa já feita pelos casais Claudinha e Cefas, Sandrinha e Serrão e Cristiane e Zé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio vem com o gaúcho de todos os verões nordestinos, Jorge da Capadócia.  As esposas médicas vêm para o planejamento estratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conservador republicano Marcílio Farias, que iria para a posse de Maquém, não vai à de Baraque e já se disse ansioso para conhecer a dupla substituta de Cangulo nos quintais da Alagamar, 14, Redinha Nova: Pavio D´Amore Curto e Franklin Rastilho Nogvaes de Pólvora, Sãos Bernardos Praieiros famosos pela ferocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabrito vai animar a conferência que também terá a presença do homem de Nazaré, Seu Milton, que vem com a própria, enquanto Paulinho fica bem além das cercanias do caju de Vatenor e Jordão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábado imperdível, que tem convite a todos os cabcoclos da Aldeia da varanda atlântica dos maruins dos igapós do Potengi amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pavio Curto e Rastilho de Pólvora, filhos do sinfonista Bitoven, estão doidos para conhecer os famosos do Beco de Baco da Lama bacante, especialmente as especialíssimas Civone One e Ceiça Oião Oião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo por conta do pequeno bardo GPAC Niezin d'Aldeia, que mandou recado: levando tudo, não falta nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pauta:&lt;br /&gt;13 de Março: Noite do Petisco do Beco de Baco da Lama&lt;br /&gt;14 de Março: Dia Dela&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6125175225766740916?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6125175225766740916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6125175225766740916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6125175225766740916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6125175225766740916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2009/01/convite.html' title='convite'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1049159158030550387</id><published>2008-12-23T06:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T06:37:43.330-08:00</updated><title type='text'>Obra de Lucien Freud é a mais cara de um artista vivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SVD0hwuUakI/AAAAAAAAAcM/9WGJo-mPGxY/s1600-h/lucien.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282991223757630018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SVD0hwuUakI/AAAAAAAAAcM/9WGJo-mPGxY/s320/lucien.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Retrata uma mulher nua, obesa, com as suas formas exageradas, a dormir num sofá. Chama-se Benefits Supervisor Sleeping, data de 1995 e foi vendido por 33,6 milhões de dólares, o equivalente a 21,7 milhões de euros, e é até agora a obra mais cara de sempre por um artista vivo. O recorde foi batido na Christie's de Nova Iorque e é apenas mais um no currículo do britânico Lucien Freud. Até agora o recorde pertencia ao artista norte-americano Jeff Koons, e à obra Hanging Heart que no passado mês de Novembro foi vendida por 23 milhões de dólares, ou seja, 14, 8 milhões de euros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerado um exemplar do realismo grotesco e distorcido de Freud, ou o chamado realismo pós moderno - no qual se pode inserir também parte da obra da portuguesa Paula Rego -, o quadro recordista retrata Sue Tilley, agora com 51 anos. Ms Tilley, mais conhecida por "Big Sue", foi apresentada a Lucien Freud pelo artista australiano Leigh Bowery. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela posou para Freud durante quatro anos, no início da década de noventa e contou à BBC a estranheza que então sentiu ao ter de passar tantas horas nua. "Nas primeiras duas sessões estava um pouco embaraçada, mas depois acabei por me habituar. É um pouco estranho pensar que uma pintura de mim possa valer tanto dinheiro", acrescentou ainda, esclarecendo que não "é necessário estar parada o tempo todo. São dois ou três dias por semana e há paragens pelo meio." E por cada dia que posava, Big Sue recebia 20 libras (pouco mais de 25 euros). Nada, comparado com o preço actual do quadro que retrata as suas formas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O recorde anterior de um quadro de Lucien Freud, de 85 anos, foi conseguido em Novembro de 1992. A obra em questão chamava-se IB and her Husband e foi vendido por 19,3 milhões de dólares, cerca de 12,5 milhões de euros.Neto de Sigmund Freud, o chamado pai da psicanálise, Lucien Freud nasceu em Berlim em 1922 e é um dos mais consagrados pintores da actualidade. Durante a II Guerra Mundial instalou-se com a família em Londres e naturalizou-se inglês. Pintor figurativo, talvez o mais emblemático a pintar a figura humana, depois de ter experimentado o surrealismo nos seus primeiros anos, Lucien Freud está representado nos grandes museus de todo o mundo. Até agora, a sua obra mais famosa era talvez o quadro After Cezzane, que actualmente pertence ao espólio da National Gallery, em Sidney, na Austrália. Este Benefits Supervisor Sleeping ameaça destroná-lo na fama e tornou ainda mais respeitado o nome de Lucien Freud.- I.L.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1049159158030550387?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1049159158030550387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1049159158030550387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1049159158030550387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1049159158030550387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/12/obra-de-lucien-freud-mais-cara-de-um.html' title='Obra de Lucien Freud é a mais cara de um artista vivo'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SVD0hwuUakI/AAAAAAAAAcM/9WGJo-mPGxY/s72-c/lucien.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6482783155950836969</id><published>2008-12-13T09:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T09:07:36.295-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GRAMÁTICA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;no princípio era o verbo&lt;br /&gt;depois veio o sujeito&lt;br /&gt;e os outros predicados&lt;br /&gt;os objetos, os adjetivos&lt;br /&gt;os complementos&lt;br /&gt;os agentes, essas coisas.&lt;br /&gt;e deus ficou contente&lt;br /&gt;era a primeira oração.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Plínio Sanderson (poeta)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6482783155950836969?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6482783155950836969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6482783155950836969' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6482783155950836969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6482783155950836969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/12/gramtica-no-princpio-era-o-verbo-depois.html' title=''/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-5210219996910714154</id><published>2008-12-03T05:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T05:27:39.710-08:00</updated><title type='text'>a crise da arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pintor brodosquiano Cândido Portinari certa vez anunciou o fim da pintura. Foi uma declaração surpreendente que causou espanto:&lt;br /&gt; "a pintura vai acabar".&lt;br /&gt;Nos dias de hoje uma declaração dessa não espanta mais ninguém. A pintura não acabou, mas está em crise.&lt;br /&gt;Na verdade, em alguns momentos da história ela chegou as vias de fato com sua existência. A Idade Média foi uma treva para arte. Para tudo. Os pintores só podiam retratar santos. Essa prática atrasou a chegada do impressionismo em pelo menos 200 anos (Velasquez e Rembrant foram os primeiros a ensaiar o impressionismo). A Mona Lisa ficou escondida por quase 2 séculos por ser um retrato de uma madona na pose das santas. O período da reforma religiosa foi ainda pior para a arte, se a igreja católica obrigava o monotema, os protestantes proibiam a própria pintura.&lt;br /&gt;Acredito que os tempos contemporâneos ameaçam a arte. O capitalismo descobriu que não precisa da arte, precisa da ante-arte, da barbárie, da selvageria. "...assim se ganha mais dinheiro"(cazuza).&lt;br /&gt;A pintura navega nesse mar que um dia se renderá a calmaria. A exemplo da história, a pintura supera suas tormentas pra ser capaz de iluminar a todos novamente.&lt;br /&gt;Nunca vai acabar. O homem pinta mesmo antes de falar. Pintura é a representação do que ele vê, ou sente, ou deseja, a simplificação do que ele pode fazer, exercício de habilidade manual. É crônica, expressão, documento histórico, arqueologia ou simplesmente lazer. É tudo.&lt;br /&gt;O momento é de crise não somente na pintura mas em toda a arte. Literatura, música, poesia. A pintura sofre primeiro por que é a forma mais barata e menos erudita de fazer arte.&lt;br /&gt;Para engessar a arte o capitalismo usa suas ferramentas ideológicas. Fomenta uma sociedade de consumo , o individualismo que beira o monólogo, a cegueira, a loucura. Todos os automóveis são brancos, pretos ou prata. Convenções que todos participam sem saber.&lt;br /&gt;O pilar disso tudo, a ideologia burguesa, que odeia arte, essa que é vítima do conceito, da ciência, da manufatura do lixo em lixo. Um artista não se faz somente pelo cheiro do seu perfume.&lt;br /&gt;A arte e a pintura em especial, está pixada pela tinta cega da contemporaneidade descolorida. Esta exposta a uma velhice que quer ser nova. A um laboratório de confusões capaz de degenerar a todos. Vans guardas que duram o tempo de vida de uma mosca. Um mundo onde tudo é façanha e a história da arte pode ser jogado no lixo como um resto de hot-dog. Esse "mundo contemporâneo" se resume a uma palavra de ordem. A uma idéia de pureza e absolutismo de caprichos. Tudo é permitido em nome da arte, inclusive matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bienais do espetáculo. Sacos de metralhas, uma escultura de fumaça e revoluções de horas marcadas. Nem conceitos nem arte, expressão ou histeria? Tudo sobre controle. E no caminho da fadiga, ruína.&lt;br /&gt;enfim, tudo muito pequeno-burguês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-5210219996910714154?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/5210219996910714154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=5210219996910714154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/5210219996910714154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/5210219996910714154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/12/bienal-do-mal.html' title='a crise da arte'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3357868458163726260</id><published>2008-11-29T06:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-29T06:03:03.073-08:00</updated><title type='text'>Cidade Alta, Ribeira e outras Matizes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/STFLhWyEfBI/AAAAAAAAAbU/a_mahheJP4k/s1600-h/cartaz.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274079675050916882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/STFLhWyEfBI/AAAAAAAAAbU/a_mahheJP4k/s320/cartaz.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5DKUv2cWZL8/SS3wa0VmOeI/AAAAAAAACZo/B0i8M3RkECc/s1600-h/cartaz_serrao"&gt;&lt;/a&gt;No dia 04 de dezembro(quinta feira), a partir das 19 horas, o artista plástico Franklin Serrão será realizada a abertura da mais nova exposição do artista.&lt;br /&gt;Com o tema "Cidade Alta, Ribeira e outras Matizes", a exposição será na aliança francesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3357868458163726260?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3357868458163726260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3357868458163726260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3357868458163726260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3357868458163726260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/11/cidade-alta-ribeira-e-outras-matizes.html' title='Cidade Alta, Ribeira e outras Matizes'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/STFLhWyEfBI/AAAAAAAAAbU/a_mahheJP4k/s72-c/cartaz.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-1620459355376130135</id><published>2008-11-19T05:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T05:42:56.752-08:00</updated><title type='text'>Newton Navarro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Elder Heronildes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Newton Navarro completaria este mês, oitenta anos. Pode-se dizer, seguramente, que ele enche uma época, enche o tempo, enche uma vida, pelo transbordamento da sua vulcânica inteligência e da sua inquietude na tessitura pluralística de uma arte que glorifica, pela sua monumentalidade, o ser humano, em seus diferentes contextos e circunstâncias É a persononificaçã o da arte em sua plenitude, na dimensionalidade da sua exuberante criatividade que parece algo divinal descendo em cachoeira incontida para dar sentido ao finito existencial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha prazer em cantar a vida e trazê-la, na simplicidade grandiosa de suas telas ou na radiosa harmonia de suas poesias, ou ainda, na eloqüência de gestos e de ações, na descritividade de suas crônicas, ou ainda na urdidura elaborativa dos seus contos e novelas; trazer e fazer da vida uma entidade comum, no chão do nordeste que tanto quis e amou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo lembra Luiz Carlos Guimarães, nosso grande poeta, ele mesmo dizia que sua “temática era o nordeste. Mesmo quando pinto Dom Quixote, eu o pinto vestido de vaqueiro, com traços característicos dos homens nordestinos. "Eu sou uma resposta do que vi e vivi.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo poder criativo, que nele abundava, graças à força da arte que se entranhava de maneira indissociável à sua alma, em permanente ebulição; unia na mesma grandeza, beleza e musicalidade, a pintura, a poesia e os mais diferentes textos, sem seccionar o nexo, a cadência e a harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez por isso é que Luiz Carlos Guimarães, em discurso na Academia, proclamou com autoridade de amigo e de grande poeta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Essencialmente um poeta, Newton Navarro transformava em poesia tudo que tocava.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E falando sobre a grandeza do escritor e do pintor, revela:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Valendo dizer que escrevendo é um pintor e pintando e um escritor, numa conjugação de ambivalência que o torna um artista multifacetado e completo. Desconheço quem tenha demonstrado tamanha vocação de artista. Múltiplo, dominava com igual talento todas as áreas da atividade intelectual”, sentenciou concluindo Luiz Carlos GuimarãesLer Navarro é uma satisfação. É um instante de enlevo e de envolvimento. A alma sente a inspiração penetrante das imagens esvoaçantes dos seus textos. Na prosa, exala poesia. Na poesia, transborda uma magia de encantamento que enreda a ala nas teias da sublimação total.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na crônica Joana – Sem, que linda e penetrante imagem:“Sei de Joana que é muito pobre e por isso remenda seus sonhos com pedaços de nuvens.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poesia pura numa simples crônica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz-me lembrar o que disse Affonso Romano de Sant’Anna sobre Rubem Braga, ao prefaciar “Livro de Versos”:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“E. no entanto, todos sabem que ele é dos maiores poetas da língua, só que em prosa.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As narrativas de Beira Rio atingem um clima de nostalgia, fazendo surgir profundos sentimentos de saudade, de muitos e de quintos eram cúmplices féis e constantes de noites alegres e de indormidos e fervorosos instantes de serenatas, cânticos dolentes como uma espécie de reverencia espiritual àquela:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Beira – Rio tem sido Pátria de apátridas e canto protetor desses deserdados que herdam, no entanto, o templo amplo e solto do não ter nada.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amou e cantor a Redinha, despojada e bela. Viveu os seus momentos e dali extraiu crônicas luminosas, revelando mitos, pessoas simples, lampejos de amores, de encontros e desencontros, fazendo do mar o estuário de suas visões nostálgicas, num sentimento de clareza que só a praia lhe proporcionava, vendo integralmente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O território livre da Redinha.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Há um misterioso chamamento que vem das bandas de lá. Vem no vento manso que arrepia o rio.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mais:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O convite chega até você de muitos modos e de formas diversas. O nome adocicado e leve, da praia, do lado de lá, já por si mesmo é um convite: Redinha”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há por acaso neste Estado alguém que haja cantado e docemente elevado o nome Redinha, como Newton Navarro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Câmara Cascudo lhe devotava grande afeto e admiração, além do respeito à sua inteligência e sua verve poética que se completava pintando, escrevendo (prosa) e falando. Fazia belíssimos discursos, às vezes, até inquietantes discursos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele também gostava, admirava e cultuava o grande Mestre. E certa ocasião, num vislumbre poético disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“A janela de Cascudo é a última luz que se apaga nas noites de Natal.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viveu intensamente os dias, todos os dias, como se fosse o último. Exteriorizou de diversas maneiras e modos, a carga de energia interior que possuía, como se pressa tivesse de realizar com intensidade a obra que realizou, com estilo inconfundível e em gêneros diversificados que lhe eram peculiares e singulares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ao fazê-lo, exercitava com plena convicção de que “o estilo não passa do movimento da alma”, no dizer de Michelet. “Sua alma é um único e ininterrupto grito, e sua obra é a interpretação desse grito.” (Kazantkákis)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-1620459355376130135?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/1620459355376130135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=1620459355376130135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1620459355376130135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/1620459355376130135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/11/newton-navarro.html' title='Newton Navarro'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-2997848321819804356</id><published>2008-11-10T05:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T05:33:01.237-08:00</updated><title type='text'>Mãe Potiguar (poesia)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRg2_DU6eWI/AAAAAAAAAa8/Dz9HfHbKLw8/s1600-h/indias02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267020221062478178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRg2_DU6eWI/AAAAAAAAAa8/Dz9HfHbKLw8/s320/indias02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; as poticunhãtaí. óleo sobre tela. serrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és a linda princesa nordestina&lt;br /&gt;Sobre a margem do velho Potengi;&lt;br /&gt;Os cantares do povo deixam em ti&lt;br /&gt;A cultura com roupas tão divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pintores em telas tão grã-finas&lt;br /&gt;Mostram a alma dum povo a florir,&lt;br /&gt;Pelo tom dum pincel que faz surgir&lt;br /&gt;Os costumes de forma cristalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi outrora habitada por guerreiros,&lt;br /&gt;Os caciques, pajés e feiticeiros,&lt;br /&gt;Filhos nobres das terras potiguares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu sorriso deságua no atlântico;&lt;br /&gt;E "Praeira" enfeita o teu cântico,&lt;br /&gt;Ofertando a canção aos grandes mares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilmar Leite ( poeta e professor)&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-2997848321819804356?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/2997848321819804356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=2997848321819804356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2997848321819804356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2997848321819804356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/11/me-potiguar.html' title='Mãe Potiguar (poesia)'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRg2_DU6eWI/AAAAAAAAAa8/Dz9HfHbKLw8/s72-c/indias02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3993419780042909672</id><published>2008-11-05T05:03:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T05:37:14.508-08:00</updated><title type='text'>os três pilares da arte contemporanea</title><content type='html'>"A ciência nunca explica a arte. Quando ela tenta, vira religião" (serrão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRGlt-jnR3I/AAAAAAAAAa0/bPUVOiZlc0M/s1600-h/guara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265171648677889906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRGlt-jnR3I/AAAAAAAAAa0/bPUVOiZlc0M/s320/guara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; obra de guaraci gabriel. monumental, perecível e repetitiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes, ou na totalidade das vezes, a arte contemporânea seduz as pessoas pela sua natureza, a liberdade artística que oferece. Um cenário livre para a criatividade, materiais baratos, exposições na rua, performances. O artista é sua própria obra. Um jeito fácil, sem dificuldades, que aproxima as pessoas do "fazer arte". Ao contrário de pomposos salões, grupos, bandas de música, pautas caras em teatros, horas caras em estúdios, temos o artista e sua atitude, certo? Errado. Isto é um engano clássico, a idéia mais valorizada pelos simpatizantes deste "fazer arte " é confusa. Essa leitura da arte contemporânea é errada e reproduzida. Um lugar confuso, que seduz e engana, principalmente em cidades artisticamente franciscanas como Natal.&lt;br /&gt;Arte contemporânea, o lugar de todas as possibilidades, onde a criatividade vele mais do que a estética. Onde qualquer coisa é arte. Não é bem assim, não. O mundo contemporâneo é outro. Mais complexo, rebuscado, bem peculiar. Quem entende suas nuances, voa longe. Quem ignora acaba sem entender o por que de seu fracasso artístico. Eu não faço arte contemporânea, nem faria nunca. Por três motivos simples. vamos entender isso!!!&lt;br /&gt;A arte contemporânea se sustenta sobre três pilares. Três conceitos básicos. Como se trata de uma expressão conceitual, a autêntica arte contemporânea é identificada por vários elementos estéticos, entre eles os principais, três: monumentalidade, efemeridade, repetitividade.&lt;br /&gt;Efemeridade: a obra tem que ser efêmera, perecível. Materiais duradouros como bronze, telas de algodão, concreto, não são bem aceitos pelos conceitos de arte contemporânea.&lt;br /&gt;Monumentalidade: a obra tem que ser monumental, nada de coisas de fáceis mensurações. Deve ser monumental, intervir na paisagem de forma agressiva. No equilíbrio dessa agressividade o caráter efêmero se faz presente como instrumento de não-agressão permanente. Repetitividade: A obra tem que ser a reprodução de algo já feito antes, ou parecido com alguma coisa já feita antes. Nada de originalidade. Nada de criativo. Como numa tese de mestrado/doutorado que se sustenta no pensamento de outros, a obra contemporânea também deve ter referências aceitas pela comunidade artísticas, ou pela história. Como gostam de chamar: uma releitura da obra de fulano.&lt;br /&gt;Pois bem, quem faz arte contemporânea deve observar, aprender com artistas renomados. Feito isso, vai encontrar estes elementos em suas obras.&lt;br /&gt;Enfim, para responder a pergunta que ninguém me fez : Não sou contemporâneo por que lido estreitamente com a criação. Se tamanho fosse documento, livro de anatomia e o código civil eram best seller. O efêmero é egoísta. Faço pintura para outros, pela história, para durar, para educar as gerações futuras.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;serrão&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3993419780042909672?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3993419780042909672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3993419780042909672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3993419780042909672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3993419780042909672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/11/os-trs-pilares-da-arte-contemporanea.html' title='os três pilares da arte contemporanea'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SRGlt-jnR3I/AAAAAAAAAa0/bPUVOiZlc0M/s72-c/guara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-9145065983473316549</id><published>2008-10-24T06:00:00.000-07:00</published><updated>2009-01-23T05:41:29.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E'/><title type='text'>picasso, o pintor que nunca pisou em Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SQHtdB-Q4AI/AAAAAAAAAZg/NpqBhSdzilE/s1600-h/Pablo%2520Picasso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260746922747027458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SQHtdB-Q4AI/AAAAAAAAAZg/NpqBhSdzilE/s320/Pablo%2520Picasso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pablo picasso em seu atelier&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;"Um quadro bom no meio de quadros maus acaba por se transformar num mau quadro. E um quadro mau no meio de quadros bons acaba por se tornar um bom quadro. " (pablo picasso)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pablo Picasso também era um gênio com as palavras. Era um homem de aforismos, enormidades, ironias, despautérios, inteligências. Um sábio. A frase acima é uma das que mais gosto. Sempre que posso costumo deturpá-la assim: Uma arte boa no meio ruim acaba por se transformar em a arte ruim. E uma arte ruim no meio bom acaba por se tornar arte boa.&lt;br /&gt;Nesse contexto, Natal é o meio ruim. Para todas as atividades artísticas, é ruim. Principalmente para os artistas da terra. Os chamados, minhocas. Fazer uma boa arte em Natal é impossível por várias razões. Por exemplo: Por que uma cidade de função turística como Natal não possui um museu de artes plásticas? Como seduzir o turista se não existe a apresentação dele com a arte produzida na cidade? Essas e muitas outras justificam o título dado a Natal de meio ruim para o fazer artístico. Tem gente que explica que isso ocorre por que Natal é governada por cidadãos de outras cidades, por isso, eles não ligam para nossa. Outros acreditam que é a herança americana.&lt;br /&gt;Enfim, é assunto para numerosas teses acadêmicas e como não existem fatos e sim interpretações, como diria Nietzsche, ficamos engessados, pensando o pior da nossa poti.&lt;br /&gt;E desse jeito Ela está sendo pisada.&lt;br /&gt;Mas, nem tudo esta perdido. Nas trincheiras da resistência, lutando contra esse franciscanismo cultural/artístico da cidade, a FUNCARTE e a FJA, dois cavaleiros de tristes figuras, lançaram seus editais de artes plásticas. Erraram novamente. Impressionante. O mesmo erro, o tiro é sempre no alvo secundário, sempre.&lt;br /&gt;Outra vez, a energia (dinheiro) escorre num salão, prêmios aviltantes e participação amadora. Salões de amadores para amadores. A título de informação: o amadorismo só se reproduz nas artes, em Natal principalmente.&lt;br /&gt;O caminho é outro, por que não se faz um museu de artes plásticas em Natal ? O que custa construir um acervo público de artes plásticas? Com a verba que se paga nesse Natal em Natal (sei la´o nome), dava pra fazer um acervo respeitoso, de tirar o fôlego. Mas, infelizmente não é assim. Entre e sai gestores, entra e sai os mesmos erros. Ações propositais? Não sei, talvez? quem sabe? Prefiro acreditar em outro azimute: incompetência.&lt;br /&gt; serrão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;p.s. para deleite de todos, mando algumas boas de pablo picasso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Ser contra um movimento é ainda fazer parte dele." [ pablo picasso]&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Cansei-me de ser moderno. Quero ser eterno." [ pablo picasso] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Leva muito tempo tornarmo-nos jovens." [ pablo picasso ] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Um quadro só vive para quem o olha." [ pablo picasso ] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade." [ pablo picasso] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Em pintura pode-se experimentar tudo. Tem-se mesmo esse direito. Com a condição de nunca se recomeçar." [ pablo picasso ]&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Não se pode fazer nada sem a solidão." [ pablo picasso ] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte." [ pablo picasso ] &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Se sabemos exatamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?" [ pablo picasso ] &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-9145065983473316549?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/9145065983473316549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=9145065983473316549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/9145065983473316549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/9145065983473316549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/existem-duas-situaes-para-arte.html' title='picasso, o pintor que nunca pisou em Natal'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SQHtdB-Q4AI/AAAAAAAAAZg/NpqBhSdzilE/s72-c/Pablo%2520Picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-2016848572425977792</id><published>2008-10-15T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T12:48:44.463-07:00</updated><title type='text'>galeria (newton navarro)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZJDqO5rTI/AAAAAAAAAYg/47BlznNQ6H0/s1600-h/navarr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257469942226857266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZJDqO5rTI/AAAAAAAAAYg/47BlznNQ6H0/s320/navarr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZI6-gx0SI/AAAAAAAAAYY/vmf_Gl6ydLs/s1600-h/1189351366_album_arastao_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257469793051726114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZI6-gx0SI/AAAAAAAAAYY/vmf_Gl6ydLs/s320/1189351366_album_arastao_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZI2reYhjI/AAAAAAAAAYQ/a6Wuq993N8w/s1600-h/1189351366_album_futebol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257469719221929522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZI2reYhjI/AAAAAAAAAYQ/a6Wuq993N8w/s320/1189351366_album_futebol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZH8ULda0I/AAAAAAAAAYI/a4CoQn9v8C8/s1600-h/navarro02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257468716536130370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZH8ULda0I/AAAAAAAAAYI/a4CoQn9v8C8/s320/navarro02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZH0Z9yb8I/AAAAAAAAAYA/tdtDFLSTfvA/s1600-h/navarro01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257468580650446786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZH0Z9yb8I/AAAAAAAAAYA/tdtDFLSTfvA/s320/navarro01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-2016848572425977792?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/2016848572425977792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=2016848572425977792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2016848572425977792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2016848572425977792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/galeria-newton-navarro.html' title='galeria (newton navarro)'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SPZJDqO5rTI/AAAAAAAAAYg/47BlznNQ6H0/s72-c/navarr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-6111539996577489439</id><published>2008-10-11T07:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T07:41:58.104-07:00</updated><title type='text'>moura rabello e o tempo</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259987851495880498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SP87FRNINzI/AAAAAAAAAY4/RW2v-tbxQDs/s320/Graphic1.jpg" border="0" /&gt;moura rabello - retrato de augusto severo&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259987157222088530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SP86c21W31I/AAAAAAAAAYw/aREargj-r_4/s320/moura02.jpg" border="0" /&gt; vaqueiro de moura rabello &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Vim morrer na minha terra e desejo ser sepultado no túmulo de meus pais e meus irmão" (Moura Rabello - 1895/1979)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poeta e pintor Moura Rabello é o exemplo autêntico do descaso potiguar. O que pensar de uma cidade que joga fora sua riqueza? Natal costuma fazer isso com seu patrimônio. Cada vez mais se parece com minha profecia: forte na sua imagem visual, fraca na sua concepção ideológica.&lt;br /&gt;Moura Rabello foi um grande pintor, professor e poeta natalense, um pouco de sua poesia pode ser encontrada no livro: poetas do rio grande do norte (clima edições), o livro é uma coletânea de poesias de autores da década de 20. Suas públicações literárias são: &lt;strong&gt;Célia&lt;/strong&gt;-poemas: a história de um amor,1934. &lt;strong&gt;Memórias de um Homem de Fé&lt;/strong&gt;-reminicências-edição do amor,rio,1973.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus quadros é de um valor documental inestimável. Retratou figuras como F&lt;strong&gt;erreira Itajubá&lt;/strong&gt; (1916), A&lt;strong&gt;maro Cavalcanti&lt;/strong&gt;, P&lt;strong&gt;adre Guerra&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;general João Varela&lt;/strong&gt;, entre outros. é de sua autoria também a tela "padre joão maria a caminho da caridade (1929) , "padre joão maria entre os humildes" e "baldo antigo"( os três desaparecidos). ainda podemos encontrar um pouquinho de sua pintura, algo em torno de quatro quadros, dois retratos pequenos e esses dois que eu postei. podem ser vistos na Pinacoteca do estado. O descaso dessa cidade com a cultura é assustador. A grande obra de Moura foi vendida, doada, infelizmente ou felizmente (se pensarmos em sua preservação), sumiu do RN.&lt;br /&gt;serrão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-6111539996577489439?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/6111539996577489439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=6111539996577489439' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6111539996577489439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/6111539996577489439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/moura-rabelo-e-o-tempo.html' title='moura rabello e o tempo'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SP87FRNINzI/AAAAAAAAAY4/RW2v-tbxQDs/s72-c/Graphic1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4921385878347713392</id><published>2008-10-07T09:26:00.000-07:00</published><updated>2009-01-23T05:46:27.954-08:00</updated><title type='text'>Newton Navarro – o pintor que virou ponte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOuZRuKXFJI/AAAAAAAAAXg/XxADIlpuxLs/s1600-h/galeria+de+arte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254461919986128018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOuZRuKXFJI/AAAAAAAAAXg/XxADIlpuxLs/s320/galeria+de+arte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; galeria de arte de Natal com o painel de Newton Navarro&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOuSCaQYjiI/AAAAAAAAAXY/3BonIdjGG64/s1600-h/navarrosalina.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Eu não acho cidade mais bonita que Natal, nem rio mais bonito que o meu rio. Eu vi uma vez o Sena. Achei uma porcaria. Vi também o Tejo e achei também uma porcaria. Mas o Potengi não. Que azul! E os morros que protegem a cidade?E as madrugadas? E as estrelas da manhã? Só em Natal tem essas coisas. A estrela repetida no forte da pedra...Uma cidade coberta de elísios, embalada pela canção dos pescadores, enfeitada de um lado e de outro, rio e mar, pelos azuis e verdes e pelas jangadas. Que cidade maior e melhor? Não existe. Nenhuma. (NAVARRO, 1974).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o pintor que virou ponte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dia 8 de outubro é o aniversário de nascimento do nosso Newton Navarro. Sua memória esta preservada na ponte forte redinha. Um resgate da memória daquele que amava a nossa cidade e sua cultura, em especial o rio Potengi. Uma ponte cara, que custou (R$ 196 milhões) aos cofres públicos. Uma egípcia, faraônica ponte, a ponte de todos Newton Navarro. (Natal/RN-Brasil).&lt;br /&gt;A memória de Navarro sempre foi lembrada por nós, os pintores da cidade. Sua pintura é uma escola única (referência). Seus temas, sua linguagem, suas cores, seu material. Que riqueza nós temos. A observação de sua obra é aula obrigatória na formação de qualquer pintor.&lt;br /&gt;Vale lembrar que não somente pela ponte, que com o tempo será chamada por um apelido qualquer, como já ocorre. Ponte vazia, ponte ipioca, etc... Newton deve ser lembrado principalmente por sua obra que é faraônica em qualidade. Multimídia. Numa época que nem se usava o termo. Sua preservação também resgata os que estão esquecidos. O grande pintor e poeta natalense Moura Rabelo (anterior a Navarro) é um exemplo. Pintor realista, produziu uma obra grandiosa. Hoje encontra-se espalhada pelo Brasil. Somente uma parte dela adormece no acervo de nossa Pinacoteca. Moura Rabelo é uma vítima do esquecimento, do "elefante sem memória" .&lt;br /&gt;Navarro nasceu no dia 08 de outubro de 1928, hoje estaria completando 80 anos, faleceu em 1992. Não cheguei a conhece-lo pessoalmente, com 22 anos ainda não acreditava na arte. O folclore do beco da lama foi quem me apresentou Navarro. Essa mesmas estórias narram que o artista ficou triste após a destruição da galeria de arte do Natal. A galeria funcionava na praça André de Albuquerque, nela estava hospedada um belíssimo afresco de Navarro. Ela foi destruída pelo regime militar e Newton, depois disso, nunca mais foi o mesmo. Isso é o que diz o folclore cantado pelas ruas da boêmia do centro histórico da cidade. Que ironia! Homenageado após a morte, violentado em vida. O palco de todo esse drama foi Natal. A cidade que ele escolheu, habitou. Tanto adorou. Seu lugar afetivo, palco de sua boêmia, de suas aquarelas, poesias e dramaturgias.&lt;br /&gt;Natal sem Newton continua cada vez mais franciscana no que diz respeito a arte. É um meio ruim para o fazer artístico. Na verdade, até hoje estamos sem uma galeria arte, sem um museu de artes plásticas, sem espaços público para arte.&lt;br /&gt;Se estivesse vivo, Newton Navarro Bilro, ia testemunhar uma cidade sem utopias, entregue ao concreto, forte na sua imagem visual, fraca na sua concepção ideológica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;serrão&lt;/span&gt; .&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4921385878347713392?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4921385878347713392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4921385878347713392' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4921385878347713392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4921385878347713392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/newton-navarro-o-pintor-que-virou-ponte.html' title='Newton Navarro – o pintor que virou ponte'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOuZRuKXFJI/AAAAAAAAAXg/XxADIlpuxLs/s72-c/galeria+de+arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-4530075748609726219</id><published>2008-10-06T06:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T05:02:16.150-07:00</updated><title type='text'>armadilhas do estilo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O estilo na arte é tudo, ou quase tudo. O estilo é a identidade visual da obra, o traço, a impressão digital, a alma, a marca do artista. O estilo faz o artista ser reconhecido, idientificado, facilmente. O problema é que muitos artistas acabam por abandonar a qualidade em detrimento de um estilo duvidoso. Isso é uma armadilha. muitos caem nela. A busca pelo estilo deve ser autêntica, verdadeira. Dessa forma o traço do artista aparece naturalmente. O estilo produzido é um mau. Algo comercial, artificial, sem profundidade. Eu aconselho o experimento, estudo, dedicação. A sucessão de experimentos encaminha aos trabalhos mais refinados. em consequência, a uma identidade mais rica. O artista plástico potiguar Dorian Gray Caldas exemplifica bem isso. Tem sua marca e uma vasta obra que compartimentada não parece ser do mesmo autor. lembra a primeira vista, um produto coletivo. Mas seu traço é inconfundível. Sutil. independente de escola, tema, cores, nos arrebata para imediata associação com o autor.&lt;br /&gt;Dorian é produto do experimento, da busca pelo melhor. Seu traço é um empreendimento do talento, do estudo. É a construção perfeita de quem exercitou todas as escolas.&lt;br /&gt;serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZdM6ai1I/AAAAAAAAAXI/9gDtYd5JQ38/s1600-h/3555_500_detalhe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254039904754240338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZdM6ai1I/AAAAAAAAAXI/9gDtYd5JQ38/s320/3555_500_detalhe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dorian gray e o modernismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZXw9j3hI/AAAAAAAAAXA/bUzaGmfGphk/s1600-h/oNatal%25202007-2008%2520247.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254039811351895570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZXw9j3hI/AAAAAAAAAXA/bUzaGmfGphk/s320/oNatal%25202007-2008%2520247.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dorian gray e o impressionismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZNUsqkvI/AAAAAAAAAW4/qCNQfSRZl-Q/s1600-h/news_5751_big.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254039631966147314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZNUsqkvI/AAAAAAAAAW4/qCNQfSRZl-Q/s320/news_5751_big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dorian gray e o abstrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoX84OzVFI/AAAAAAAAAWw/TdzGGIX9QyA/s1600-h/dorian.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254038249935164498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoX84OzVFI/AAAAAAAAAWw/TdzGGIX9QyA/s320/dorian.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dorian gray e o clássico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-4530075748609726219?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/4530075748609726219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=4530075748609726219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4530075748609726219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/4530075748609726219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/armadilhas-do-estilo.html' title='armadilhas do estilo'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOoZdM6ai1I/AAAAAAAAAXI/9gDtYd5JQ38/s72-c/3555_500_detalhe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-42493367382557983</id><published>2008-10-05T07:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T07:36:01.802-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOjQtCIbLiI/AAAAAAAAAWo/gaUk06Htqtw/s1600-h/arte1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253678437412580898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOjQtCIbLiI/AAAAAAAAAWo/gaUk06Htqtw/s320/arte1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para que servem os sites de arte?&lt;br /&gt;&lt;a title="Imprimir" onclick="window.open(this.href,'win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no'); return false;" href="http://www.continentemulticultural.com.br/index.php?view=article&amp;amp;catid=43%3Aartes&amp;amp;id=3314%3Apara-que-servem-os-sites-de-arte&amp;amp;tmpl=component&amp;amp;print=1&amp;amp;page=&amp;amp;option=com_content"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="E-mail" onclick="window.open(this.href,'win2','width=400,height=300,menubar=yes,resizable=yes'); return false;" href="http://www.continentemulticultural.com.br/index.php?option=com_mailto&amp;amp;tmpl=component&amp;amp;link=aHR0cDovL3d3dy5jb250aW5lbnRlbXVsdGljdWx0dXJhbC5jb20uYnIvaW5kZXgucGhwP3ZpZXc9YXJ0aWNsZSZpZD0zMzE0JTNBcGFyYS1xdWUtc2VydmVtLW9zLXNpdGVzLWRlLWFydGUmb3B0aW9uPWNvbV9jb250ZW50"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Adriana Dória Matos   &lt;br /&gt;O ambiente digital desponta como um espaço para a crítica, a discussão e a legitimação da arte contemporânea, um lugar de encontro que nos limites dos veículos anteriores não era praticado nem amplamente acessívelParodiando o questionamento lançado por Patrícia Canetti e transformado em fórum de discussão – Para que servem os salões? – , em sua participação no 46º Salão de Artes Plásticas de Pernambucano, em 2005, indagamos ao leitor: Para que servem os sites de arte? A pergunta, de cunho eminentemente utilitário, já que supõe as possíveis serventias do objeto analisado, pretende se inserir em uma área hoje em franco crescimento: as comunidades artísticas virtuais. Mas, ao contrário da pergunta de Canetti, que indaga sobre algo que ainda existe, numa perspectiva de crítica ao passado e à tradição (afinal, os salões foram criados no século 19 e já enfrentaram crises variadas ao longo do século 20), esta se refere a algo muito recente como fenômeno social, cultural e, sobretudo, tecnológico. Portanto, um lugar não-consolidado, um verbo no gerúndio. A resposta mais evidente à pergunta Para que servem os sites de arte? seria empática, porque os sites serviriam a todos: artistas, público, instituições de fomento e ensino, críticos, jornalistas, educadores, mercadores e a quem mais se enredasse nesta cadeia produtiva. Assim, o espaço hoje representado pelas comunidades virtuais artísticas traria uma perspectiva favorável, imaginando-se que a natural vocação do meio virtual em ser veloz, acessível, interativo, hipertextual e multimidiático, sem contar sua infinita capacidade de memória, alarga de maneira inédita a interação entre esses diversos agentes do sistema de arte. Que, aliás, fazem uso variado do meio fluido, oferecendo home-pages de artistas, sítios institucionais, catálogos on-line, criando blogs, participando de comunidades de relacionamento (vide orkut, myspace, facebox) e endereços eletrônicos como espaços para vivência, troca de informação, divulgação, debate, crítica e ação. Embora disponíveis num mesmo ambiente – a world wide web, ou o sintético www –, as propostas estéticas e ideológicas desses agentes artísticos são variadíssimas e muitas vezes dissonantes, expressando a heterogeneidade da produção artística.&lt;br /&gt;p.s. Leia a matéria na íntegra na edição 94 da revista Continente.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-42493367382557983?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/42493367382557983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=42493367382557983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/42493367382557983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/42493367382557983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/para-que-servem-os-sites-de-arte.html' title=''/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOjQtCIbLiI/AAAAAAAAAWo/gaUk06Htqtw/s72-c/arte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3521000166116688208</id><published>2008-10-03T09:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T09:32:22.924-07:00</updated><title type='text'>Lígia Clark</title><content type='html'>a história da arte é uma história sem fim. o que é arte hoje pode não ser amanhã. então serrão, o que é arte? como posso ter certeza de que não estou consumindo uma arte sem valor? minha amiga e meu amigo, consuma com o coração. ninguém engana uma pessoa autêntica, que não reza de acordo com as convenções. não se surpreenda se amanhã ou depois aparecer, anzóis irresistíveis: " I bienal crítica ao princípio de realidade constituída", ou "Bienal Internacional da Estética do Deslocamento", ou melhor "I salão internacional do desempenho estético" . você vai cair nessa? na verdade, abaixo, simplesmente teatro. um teatro sem palco, sem texto, sem figurino.&lt;br /&gt;serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZPIfa_SqI/AAAAAAAAAVg/PHN3tgYkSOk/s1600-h/arquiteturas_biologicas_clark_72.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252973022666508962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZPIfa_SqI/AAAAAAAAAVg/PHN3tgYkSOk/s320/arquiteturas_biologicas_clark_72.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3521000166116688208?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3521000166116688208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3521000166116688208' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3521000166116688208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3521000166116688208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/lgia-clark.html' title='Lígia Clark'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZPIfa_SqI/AAAAAAAAAVg/PHN3tgYkSOk/s72-c/arquiteturas_biologicas_clark_72.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-2439605903420701561</id><published>2008-10-03T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T09:32:43.641-07:00</updated><title type='text'>Hélio Oiticica</title><content type='html'>Sem dúvidas, Hélio Oiticica e Lígia Clark (posto sobre ela mais tarde )são os maiores representantes da arte contemporânea brasileira. Só por falar em arte contemporânea eu já me sinto um intelectual contemporâneo. na verdade sobre a peça abaixo, sob o seguinte conceito é válido dizer. se a construção (composição) em questão tivesse sido pintada numa tela seria arte? por que então não será arte se estiver (materializada) pendurada ou exposta num pedestal? é válido no meu ver. porém, lembra um cenário, cenógrafo? trabalho fantástico de hélio oiticica. o problema é a banalização e a ignorância histórica das pessoas que se metem a "fazer arte". pelo simples fato de ser arte contemporânea, não quer dizer que seja boa. assim como existem pinturas, esculturas, fotografias, artigos, crônicas, músicas, ruins, existem instalações piores.&lt;br /&gt;serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZOnapjdMI/AAAAAAAAAVY/8N8DIklrjo8/s1600-h/oiticica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252972454449738946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZOnapjdMI/AAAAAAAAAVY/8N8DIklrjo8/s320/oiticica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-2439605903420701561?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/2439605903420701561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=2439605903420701561' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2439605903420701561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/2439605903420701561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/sem-dvidas-hlio-oiticica-e-lgia-clark.html' title='Hélio Oiticica'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOZOnapjdMI/AAAAAAAAAVY/8N8DIklrjo8/s72-c/oiticica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829958571708535167.post-3367400655821706273</id><published>2008-10-02T09:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T09:33:13.380-07:00</updated><title type='text'>National Gallery de Washington D.C.</title><content type='html'>O conceito de "arte contemporânea" da National gallery de washington D.C. é bem diferente dos conceitos das bienais terceiro mundistas. a arte pós guerra e pós década de 70 ( anos emblemáticos do século XX) é o valor seguro (critério) utilizado pelas galerias americanas. nada de maltratar cachorros, de esculturas de moléculas, nem sacos de metralhas. confira os artistas que figuram na Nacional DC. Entre eles, três latinos: tamayo,botero e kuita. Os brazucas estão de fora. Porém, alex vallauri (criador da arte grafitagem) e jac leirner já figuram nos livros de história da arte do tio sam.&lt;br /&gt;serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT4KCnZxPI/AAAAAAAAAUY/ijqqGfRRZDQ/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595916805358834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT4KCnZxPI/AAAAAAAAAUY/ijqqGfRRZDQ/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; tamaio (méxico)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT36q-EWPI/AAAAAAAAAUQ/BqsJRN3qfNo/s1600-h/public_art_sculpture.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595652759935218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT36q-EWPI/AAAAAAAAAUQ/BqsJRN3qfNo/s320/public_art_sculpture.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; louis bourgeois (frança )&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3zzRKRhI/AAAAAAAAAUI/GL88c7I6MHk/s1600-h/oldec01d.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595534728414738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3zzRKRhI/AAAAAAAAAUI/GL88c7I6MHk/s320/oldec01d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Claes Oldenburg (USA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3rchhuoI/AAAAAAAAAUA/ZZS4dki2yqQ/s1600-h/homage_to_jasper_johns.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595391184091778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3rchhuoI/AAAAAAAAAUA/ZZS4dki2yqQ/s320/homage_to_jasper_johns.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; jasper johns (USA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3j2OhsOI/AAAAAAAAAT4/EvR8oGhaqq0/s1600-h/g1_u7040_boteroBestgroup.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595260644765922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3j2OhsOI/AAAAAAAAAT4/EvR8oGhaqq0/s320/g1_u7040_boteroBestgroup.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; fernando botero (colômbia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3c7pphUI/AAAAAAAAATw/J63qIQZzpQ8/s1600-h/chuck_close_sm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595141841618242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3c7pphUI/AAAAAAAAATw/J63qIQZzpQ8/s320/chuck_close_sm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; chuck close (america) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3QyOrIAI/AAAAAAAAATo/Bn_OVdLGxeg/s1600-h/c1_latin_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252594933154127874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3QyOrIAI/AAAAAAAAATo/Bn_OVdLGxeg/s320/c1_latin_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; guillermo kuitca (argentino) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3Kq-_7DI/AAAAAAAAATg/00dLtUrAotA/s1600-h/Alexander-Calder-lg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252594828130118706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3Kq-_7DI/AAAAAAAAATg/00dLtUrAotA/s320/Alexander-Calder-lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; alexader calder (canadá) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3ElDL9HI/AAAAAAAAATY/kF3dKct9pMM/s1600-h/036115_ff070fb7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252594723457856626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT3ElDL9HI/AAAAAAAAATY/kF3dKct9pMM/s320/036115_ff070fb7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; henry moore (inglaterra) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT2_Qd7qvI/AAAAAAAAATQ/JLle1sy83xM/s1600-h/3322kiefer_kain_abel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252594632033544946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT2_Qd7qvI/AAAAAAAAATQ/JLle1sy83xM/s320/3322kiefer_kain_abel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Anselm Kiefer (alemanha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT2ieqluUI/AAAAAAAAATI/SKRbOoJDjMM/s1600-h/Alexander-Calder-lg.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829958571708535167-3367400655821706273?l=sobarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobarte.blogspot.com/feeds/3367400655821706273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1829958571708535167&amp;postID=3367400655821706273' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3367400655821706273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1829958571708535167/posts/default/3367400655821706273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobarte.blogspot.com/2008/10/national-gallery-de-washington-dc.html' title='National Gallery de Washington D.C.'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SOT4KCnZxPI/AAAAAAAAAUY/ijqqGfRRZDQ/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
